Para quê dialogar se eu posso ignorar?

Nem toda palavra é ponte,
há conversas que são labirintos,
vozes que nos puxam para longe
do que ainda é inteiro em nós.
Há diálogos que arrancam a paz,
que drenam a alma,
que ferem por hábito
e nunca por acaso.
Por isso, às vezes, escolho partir:
troco o confronto pelo silêncio,
a explicação pela distância,
a guerra pelo meu próprio centro.
Ignorar... quando é consciência...
é gesto de amor próprio,
é fechar a porta certa...
antes que a tempestade entre.
Porque há quem não queira ouvir,
há quem não queira entender,
e eu aprendi a não gastar luz
em corações que vivem apagados.
Há diálogos que não valem a pena.
Há silêncios que me salvam...
E há distâncias que curam
melhor que qualquer palavra.


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