ANTES QUEBRAR QUE TORCER!
Há algo que aprendi cedo...não é a diferença de opinião que separa as pessoas, é a ausência de valores!

Nunca me afastei de quem pensa diferente.. afasto-me, isso sim, de quem precisa de diminuir os outros para se sentir alguém!
Identifico-me com pessoas que, como eu, não têm paciência para homens e mulheres de poucos valores que se acham enormes na sua própria existência. Não pela ambição, essa até respeito, mas pela forma como tentam ocupar espaço... confundindo presença com importância, visibilidade com mérito, barulho com grandeza. Vivem da imagem, do favor, do palco. Raramente da substância...
Há quem jogue sujo. Quem invalide em vez de estender a mão. Quem menospreze o outro como estratégia de sobrevivência emocional.
No Alentejo, há uma palavra simples e certeira para isto: poucochinhas. Diz tudo sem gritar. Gente pequena na visão, curta no carácter, limitada na humanidade. Não é insulto...é diagnóstico!
Essas pessoas não veem... imaginam!!! Inventam mil e uma personalidades para os outros... que possuem, sem querer, poder... para os "ofender"... Uma piada de mau gosto... estes estropicios!!!
Projetam nos outros as suas frustrações, os seus limites, os seus fracassos mal resolvidos. Criam versões alheias porque reconhecer a realidade exigiria consciência, humildade e maturidade... e isso nem sempre está disponível para quem vive preso a uma narrativa frágil sobre si próprio.
Quando o mérito se torna visível, surge a tentativa de o relativizar: “eu também fiz”, “eu também estive”, “isso não é nada de especial”... a que me leva a ficar com os cabelos em pé... (cabelos não... juba..) "trabalhamos muito!!! Mas, eles nao deixaram.. continuar..."
Como se a vida fosse uma competição permanente. Como se alguém estivesse a pedir validação. Mas nunca foi sobre mérito. Nunca foi sobre comparação.
Sempre foi sobre impacto.
O impacto não se anuncia, não se fotografa, não se reivindica. Vive na forma como tocamos a vida dos outros, na dignidade com que caminhamos, na humanidade que preservamos mesmo quando ninguém está a olhar. É silencioso, profundo e transformador... exatamente por isso, impossível de imitar.
O verdadeiramente extraordinário não está nos feitos grandiosos que se exibem, mas na capacidade de ver o outro com olhos verdadeiros. De reconhecer sem inveja. De permitir que o outro cresça sem sentir isso como ameaça. Grandeza real não compete...eleva.
Quem invalida em vez de apoiar é, no fundo, um inconsciente ético. Alguém com pouco sentido de humanidade. Não é um adversário... é um triste!!! Preso numa lógica de comparação constante e numa pobreza interior que nenhum protagonismo consegue preencher.
Dificilmente alguém assim permanece ao meu lado. Não por arrogância, mas por incompatibilidade. A energia denuncia, a postura revela, o discurso entrega. Prefiro afastar-me de gente presunçosa e vaidosa, mais preocupada com o seu fraco poder do que com o impacto real que tem na vida dos outros. A distância, nesses casos, é lucidez!!!
Escolho poucas pessoas... Aquelas Inteiras. Pessoas que não jogam sujo, que não precisam de diminuir para existir, que sabem que a verdadeira grandeza não faz ruído... sustenta.
O resto continuará à procura de feitos extraordinários.
Eu fico com o essencial: verdade, impacto e humanidade.
A pequenez moral não me alcança...e isso não só basta, como me DEFINE...
ANTES QUEBRAR QUE TORCER!


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