Entre o que sou e o que aprendi

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A campanha eleitoral terminou, mas o turbilhão que ela deixou dentro de mim ainda não se calou.
Foram dias de intensidade, de correrias, de emoções à flor da pele. Dias em que me vi cercada de pessoas, gestos, palavras, umas sinceras, outras apenas ensaiadas.
E foi nesse caos bonito e, por vezes, duro, que percebi o quanto cresci.


Nestes últimos dias vivi tudo de forma profunda, como se cada instante me pedisse mais: mais entrega, mais escuta, mais verdade.
A vida, com o seu jeito certeiro de ensinar, mostrou-me quem realmente caminha ao nosso lado e quem apenas passa por conveniência.
Percebi que nem todos os sorrisos são sinceros, mas que ainda há olhares que nos aquecem por dentro e nos lembram porque vale a pena continuar.


Aprendi que ser verdadeira tem um preço, muitas vezes alto, mas é o único que sei pagar.
Não sei fingir. Não sei ser metade. Não sei viver pela aparência.
Sou como sou: transparente, intensa, emocional. Às vezes frágil, outras vezes fogo puro.


A campanha mostrou-me muito sobre os outros…mas, acima de tudo, mostrou-me muito sobre mim.
Sobre o que aguento, o que me toca e o que me move. Sobre a força que nem sabia que tinha, e sobre o quanto ainda acredito, mesmo quando tudo me empurra para o contrário.


Percebi que a vida é feita de relações que mudam, de afetos que testam e de laços que se revelam quando menos esperamos.
Percebi que o amor, em todas as suas formas, é o que mais nos ensina, mesmo quando dói, mesmo quando parte.


Hoje olho para mim e sinto paz.
Não por ter tudo resolvido, mas por saber que sigo inteira.
Continuo a ser aquela que acredita nas pessoas, que se entrega, que sente e que não tem vergonha de mostrar o coração.


Já não preciso provar nada a ninguém!! Faz anos que sinto isso!!
Quero apenas continuar a viver com verdade, mesmo quando isso me deixa exposta.
Quero continuar a fazer o bem, mesmo quando o mundo parece não merecer.


Porque é isso que me define, a autenticidade, a entrega, a vontade de ser melhor sem deixar de ser eu.


E se há coisa que aprendi nestes dias, é que a vida é breve demais para vivermos pela metade.
Quero continuar a sentir tudo, a errar, a recomeçar, a acreditar.


Porque, no fim, é isso que me faz viva.


Hoje sei que fiquei mais forte… mais humana… e, curiosamente, mais preocupada.


Porque crescer não é deixar de sentir, é aprender a sentir com mais consciência. Perceber que a dor também educa, que o silêncio também fala e que o amor, quando é verdadeiro, nunca chega para ferir!


Aprendi que nem sempre o que brilha é luz, e nem tudo o que é discreto deixa de iluminar!


Que hã presenças que não se tocam, mas mudam tudo.
Percebi que a força não vem de endurecer, mas de continuar a sentir.


Que ser humana é deixar o coração falar, mesmo quando o mundo pede silêncio.
E aprendi que a preocupação, essa inquietude constante, é só a forma que o amor encontra para continuar presente.


Talvez eu seja feita de sol, e precise de sombra.
Há algo nessa diferença que me ensina todos os dias, porque é no contraste que a vida encontra equilíbrio.


Sou luz que respeita a sombra.
Sou impulso que aprendeu a esperar.


Sou coração aberto, ainda que ferido, a acreditar que mesmo o oposto pode ser espelho.


E no fim…
talvez seja isso o que vale mais na vida, não sair ilesa, mas sair verdadeira!!!


“Nem sempre a força vem do grito. Às vezes nasce do silêncio.”

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