A luz que me devolves... é a de quem és. ..

A luz que me devolves… é a de quem és…


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***Texto editado por Pi Sousa Pires 


Este artigo foi sugerido por um novo leitor! Seja muito bem-vindo ao meu blog e bem-haja por ter lido as minhas publicações, tanto as mais recentes como algumas das mais… antigas.


A opinião dos leitores leva-me a continuar a sentir esta minha forte vontade de contar o que sinto… ou de contar, também, a vossa história… vista através dos meus olhos… e sentida com toda a minha alma.


De facto, encontramos a cada passo seres repletos de luz… dessa luz que, para mim, representa aquela enorme alegria de encontrar e de… constatar que há pessoas recheadas de luz e cintilando-a por todo o lado!… É que, essa luz que vemos nos outros… muitas vezes é a nossa própria luz… — tentamos sempre que alguém seja a luz que queremos de volta a nós…


Só que, por vezes, resultam daí… muitas desilusões!… Porque há sempre aquela… tendência para tentarmos camuflar o mau quando ele está à nossa volta… rodeando-nos… disfarçado de abraço. Mas é um abraço… que não sentimos como queríamos!… Porque é dado… só por dar…


Quantas vezes sentiram isso? Essa falta de verdade… sentida por vós? Desculpamos, tentamos aceitar… o inaceitável… tentamos compreender o incompreensível!…


Mas, pensando bem… somos nós que temos a culpa… Nós queremos ver… nós queremos imaginar que é possível ver luzes e luzinhas… em quem é apagado e desprovido de qualquer tipo de luz… e que só brilha ao nosso lado… porque nós lhe devolvemos uma luz… mas, há seres… incapazes de a segurar naquelas suas almas… tão pequeninas… tão… impostoras!…


Mas… essas luzes acabam por se apagar… por si só… constantemente… Só que… por vezes voltam a nós… como se nós possuíssemos… como se fôssemos uma força de atração… Elas precisam de luz… precisam «da nossa» luz… Só que, também a nossa luz se apaga… a nossa entretanto apagou-se quando… chegámos à conclusão de que tentámos proteger… tentámos «iluminar» o que não era suposto!…


Mas, sabem? O que é suposto na vida é viver sem qualquer tipo de mentiras… nem vaidades… nem o constante desfiar de coisas feias… e mesquinhas.


Na minha vida… nunca precisei de «ter de» me moldar ao gosto de ninguém… porque, se o tivesse feito,… teria perdido toda a minha identidade… todo o meu brilho… Não a luz. A luz, essa, está sempre bem enraizada na minha alma.


Por isso, ainda hoje… nunca me incomodo com o invólucro… nem com a imagem… embora me pareça que ainda por aí muito boa gente que se incomoda com isso!…


O nosso querido leitor de Cascais… leu o meu artigo «Ninguém apaga a luz que vem de dentro…» https://minhavidaanu.blogs.sapo.pt/ninguem-apaga-a-luz-que-vem-de-25151 que vos aconselho a ler… é claro!…


Por vezes, depositamos… tanta esperança em alguém que chegamos a esquecermo-nos da esperança em nós próprios… As nossas lutas por vezes pedem-nos… levam-nos a que abdiquemos do que somos para tornar possíveis os sonhos de alguém… Mas há sempre alguém que quer… que tenta apagar a nossa luz… essa mesma luz que tantas vezes desprezamos… pelo «simples facto» de sermos capazes de nutrir empatia, amizade e amor pelo próximo… menos para connosco. Quantas vezes nos damos conta que fomos um zero relativamente a nós próprios?!…


Quantas vezes não nos… tentamos mostrar pessoas de menos valor… só para valorizar certas «merdas»!… A luz que me devolves… é a de quem és…


E todos nós… mais cedo ou mais tarde… acabamos por perceber quando nos estão a querer sacar a nossa luz… essa tal luz que nos faz ser amigos… «amigos de verdade» de alguém… ao ponto de deixarmos para trás os nossos próprios problemas para tratar dos problemas dos outros… — quando pura e simplesmente… somos capazes de ter um gesto bom… sem termos a intenção de receber absolutamente nada em troca…


Isso, sim, isso é ter luz… é irradiar luz…


O brilho que essa luz vos possa devolver… isso já é outra coisa. É que há gente «demasiadamente» brilhante… Esses… não conseguem encontrar a mais pequenina luz… que lhes pudesse vir a guiar o seu caminho. Estão cegos… estão completamente ofuscados com o seu suposto brilho…


Não é minha intenção vir a ser miss!… Nasci assim… e… encheram-me de comentários… perdoem-me a minha ousadia… ou imodéstia… mas… nasci bonita!… Porque… tenho uma família bonita… — «problema» de genes!…


Neste momento da minha vida… não é essa a luz que procuro… para me sentir iluminada! Ou para refletir a tal luz… o tal brilho… que esperam de mim…


Não me quero «tratar»… como vos disse… não tenho a mais pequena intenções de ser «o brilho»!… Quero ser luz… Essa luz que acende almas… porque não deixa que as injustiças aconteçam.


Tudo o que recebi da vida… abracei com o meu saber e a minha forma de ser e de estar… — foi tudo isso o que a minha luz abraçou…


Tudo o que me ofereceram pelo brilho que alguma vez possa ter tido… sempre recusei.


Por isso, esses… inúteis seres supostamente iluminados… são-no devido a um brilho… imensamente opaco… embaciado… turvo… E continuam constantemente a pretender alcançar «a nossa luz interior»!… e a tentar provar que a luz que emitem… provém de quem eles são realmente…


Eu não sou como eles: eu quero ser luz… e não quero ter brilho algum. Dos outros, espero apenas que queiram de mim a luz que irradio!…


É demasiado mesquinho não se ser verdadeiro… e não deixar o tempo falar por nós…


Não podemos deixar que cada problema nos afete… como se… vivêssemos num constante conto de fadas!…


Ser mais bonita!… Querem que eu seja mais bonita… e com brilho… Só que eu apago-o todo…


Porque eu não sou uma imagem! Eu… sou eu… E tenho alma… uma alma enorme, que tenta acender em vós… a verdade de uma vida…


Caro leitor… acredite que o facto de ser bonita só me trouxe chatices na vida.


Ó… como compreendo aquilo que diz… — «Somos penalizados…». Ó e como eu fui tantas e tantas vezes penalizada!…


Aquilo que verdadeiramente conta… é aquilo que somos… Pode chegar o dia em que a nossa alma sinta que… chegou a altura de mudar a sociedade… que o brilho que esperam de nós… se expresse naquilo que somos… que fazemos… e não na imagem que damos.


Também por experiência própria… posso afirmar que também é por aí que nos tentam atacar. Por acender nos outros a nossa luz!…


Porque essa luz… tão nossa… brilhou no coração de alguém… e fez… acontecer algo que nunca até aí tinham experimentado…


E devemos sentir rancor por isso? Não!…


«A luz que me devolves… é a de quem és…»


Poucos sabem detetar a luz… porque o seu brilho é tão majestoso… tão necessário… que a nossa pequena luz… tão constante e permanente… é tão desejada! Porque o brilho é vivacidade… mas também é… o saber revelar-se… o sobressair… o irradiar…


«A luz que me devolves… é a de quem és…»


Disso… não tenho a mais pequena dúvida… Há pessoas aparentemente sem qualquer brilho que são capazes de nos «acender» de novo… de nos colocar nesse caminho… como… «uma luz» ao fundo do túnel!…


Há pessoas capazes… de nos acender ao ponto de sermos caminho… Outras há que… são capazes de ter um brilho que cega… que ofusca em nós qualquer hipótese de sermos tão verdadeiros quanto a vida…


Neste momento da minha vida… não quero cegar com o meu brilho… quero ser uma pequena luz… que possa abraçar o valor de uma alma… também com luz…


Que exista luz… mesmo se fraca… mas que… abra… guie… e ilumine caminhos…


Se não os percorrem… o problema já não é nosso… Quem somos… seremos… e teremos sempre luz… mesmo se fraca… mas é «a nossa» luz…


Mais tarde ou mais cedo… quantas vezes os brilhos… acabam por perder força!…


Só uma luz… vai restar… e essa… pode parecer que está apagada pelo brilho… mas… está acesa!…


Que nenhuma escuridão que nos pretendam devolver… consiga alguma vez apagar a indestrutível força da nossa alma…


 


 


 


 


 

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