Saibam que pairam por aí alguns abutres silenciosos!...

Frases de todos nós - novo 2.jpg


Saibam que pairam por aí alguns abutres silenciosos!...


***Texto Editado por Pi Sousa Pires 


Hoje vou escrever mais do que gostaria… pois… chegou a hora de dizer umas quantas verdades! E, como… algumas verdades… na minha alma… no meu corpo teimam em sair… decidi abrir o leque das minhas palavras. Dado que sou verdadeira… direta… cara a cara… então… por que não as minhas palavras baterem diretamente nos vossos olhos? Por que devo florear a verdade acerca do que sinto… se isso vos vai poder ajudar a ultrapassar algumas circunstâncias?
Sei que tenho contribuído para ajudar algumas pessoas a ganharem mais força e a terem mais vontade… mas… sabem como é que eu o consigo? Lutando para conseguir reconhecer a verdade nua e crua em frente aos meus próprios olhos, bem dentro do meu coração e profundamente enraizado na minha alma… Por vezes, sobretudo quando me encontro sozinha… ponho-me a pensar na realidade… na «minha» realidade… e concluo que a única coisa que me resta é vir a conseguir alterar… muita coisa. É sentir que não tenho forças… mas é ter um desejo inabalável de vir a conseguir alterar… algumas… situações…
Com confinamento… ou sem confinamento… a realidade é que há vidas que dependem de nós…
Pois… E, para onde quer que eu vá… acabo por encontrar abutres… silenciosos… que são os mais perigosos… Seja qual for a atividade que exerça… ou seja qual for a minha vontade de pretender saber mais… de querer mais… há sempre… «abutres» silenciosos… por aí… a rondar…
Quero reforçar a ideia do meu artigo anterior… pois, quando falo hoje em «Abutres»… não me estou a referir àqueles animais que voam à procura do seu sustento… da sua própria sobrevivência. Aliás… «esses»… esses sim, constituem um equilíbrio importante na Natureza.
Quero esclarecer desde já que «abutre», neste texto, e propositadamente com «a» minúsculo, não é o animal… mas uma pessoa… animalesca!… que espera ou que deseja «a morte»… ou «o desaparecimento» de outra pessoa… para o seu benefício. Só que… essa «morte» ou esse «desaparecimento» pode ser conquistado de diversas formas… Permitam-me não comentar algumas delas… pelo menos hoje…
Pontos nos «ii»… Sou mãe divorciada… Sou Mãe a tempo inteiro… mesmo naquelas alturas em que os meus filhos estão com o pai… A Mãe resolve, faz acontecer… e não é seguramente com ninharias… ou prendinhas ou outra… merdice qualquer… Eu sei… todas sabemos… que a mãe é sempre a refilona… a exigente… aquela que ensina e que procura constantemente a verdade… e que tem de os alimentar… e que tem de os vestir! Mesmo que também… ou até, o seu emprego tenha sofrido… com este vírus… Uma Mãe procura conseguir o impossível face à dor… ou mesmo defrontando o terrível desespero de querer dar… e de… ter de esperar…
Mas também não posso deixar de dizer que um Pai é muito importante. Apesar das inúmeras dificuldades com que uma Mãe se depare… ela nunca… nunca deverá separar os filhos de um pai. Mesmo que até tenha o direito de fazê-lo… mesmo que ela sinta que pode ser… que é… bem mais importante na formação dos filhos… esse valor que lhe é devido… nunca será… ou muito dificilmente será outorgado a uma Mãe.
Mas um pai… um Pai que se preze… devia ver… ou, no mínimo… reconhecer… que, apesar das vidas nos terem afastado… a vida de uma Mãe… que ainda por cima considera a presença de um pai como importante… e que deve sempre ser tida em conta… porque é justo que o seja… Só que… infelizmente… não é o caso!
Antes de prosseguir… vou afastar-me um pouco deste assunto… e contar um bocadinho do que vivi…
Formei-me em Engenharia Florestal… em anos difíceis… de praxes injustas e, algumas delas… fortes de mais… para quem não conhecia ninguém e era sujeita a «certas coisas» que só alguém muito forte conseguiria suportar… injustiças… acusações… rótulos…
Vivi… uma violação!… E fui acusada de uma quantidade de injustiças que me colocaram sempre num lado de uma… «parvinha» que queria ser o que era… mas, que outros sempre menosprezaram, porque entenderam… mal… muito mal… que eu era quem eu não era… Merdas da juventude… e de praxes universitárias que podem ser uma integração… mas que, no meu caso… me levaram a um afastamento de tudo… e de todos.
Quando finalmente caí em mim… vi que eu era muito mais do que esses feios… ignóbeis… «abutres» silenciosos… que nos vão «bicando»… quando estamos… mais frágeis e sem a mais pequena força para conseguir reagir! E é quando sentimos a dor de sermos… «comidos»… picada a picada… Mas… ainda restava um pequenino pedaço de coração e de uma alma enorme que jamais iriam conseguir… picar… debicar…
Eu sabia perfeitamente que onde pudesse «marcar» o meu valor… os meus valores… estaria bem… Eu teria era de prová-lo… e não apenas parecer sê-lo… Porque… quando somos… pode parecer que não somos… pois há sempre por aí «abutres» silenciosos a rondar… desejosos… ávidos de… tentar denegrir o que somos…
Colaborei numa das mais prestigiadas Universidades… e quis tanto agarrar esse sonho! Várias pessoas dessa Universidade… — infelizmente, algumas delas já não se encontram entre nós… — viram-me… mas nunca me deram… me apontaram soluções… mas também… nunca menosprezaram aquilo que eu poderia dar… e apostaram na minha recuperação… Porque há coisas que o Tempo consegue… permite… Porque a verdade… de quem a cala… e que sofre por ela teimar em não aparecer… acaba por ser a justificação para muitas das nossas atitudes… E eu afastei-me… de todos aqueles que quiseram viver a mentira… Mas não foi assim durante muito tempo… O Tempo… recuperou o que eu poderia ter sido… e que… finalmente fui.
Nunca me esqueço do dia… em que fui dizer ao Mestre Pacheco… que ia mudar de vida!…Que vinha para este Alentejo… seco… árido… de vento agreste e… trazendo comigo toda a minha energia… própria de quem quer fazer acontecer!… E ele respondeu: — Eu coloco uma peruca e vou por si!…
Essas palavras… deram-me uma incrível força para aquele conseguir recomeçar de toda uma vida que eu nunca tinha sequer idealizado para mim… Aquele não era «o meu» sonho!… Eu ia partir em busca de um sonho que não era o meu!…
O Mestre Pacheco sabia que eu ia gostar do Alentejo… Conversámos muito acerca do futuro… acerca de mim… e da minha enorme capacidade de resiliência… de adaptação face aos inúmeros problemas que na vida me iam surgindo… E… sobretudo… já se tinha apercebido que eu era… «Antes quebrar que torcer»…
Mas que saudades eu tenho do povo transmontano! Dessa gente que fácil e espontaneamente despe a camisa por nós… dessa gente que gosta de ver os outros bem… e que fica eternamente agradecida… por gestos… mesmo se apenas pequeninos gestos que possamos ter tido… E que saudades… que enormes saudades dos meus queridos transmontanos… Daqueles que… não o sendo de raiz… me viram tal qual sou… E, ainda hoje… mo demonstram por meio de gestos fantásticos para comigo… Gestos só próprios de águias… reais… ou de nobres falcões… que voam longe… que voltam alto… mas sem nunca me perderem de vista… E… se me deixam de ver… logo voltam, logo veem ter comigo para me… voltarem a fazer voar!…
Que alegria enorme seria poder voltar aos Transmontanos… gente de fibra… de capacidade… de trabalho! Sem que haja um… que pretenda ofuscar o seu próximo… Povo capaz de ser… de reconhecer… e de agradecer…
Tudo poderia ter sido… uma história que eu tanto queria ter vivido em Trás-os-Montes… se não existissem «abutres silenciosos»… também a rondar por ali… que me magoaram com as suas idiotices… com os seus hábitos necrófagos… mas com a fraca personalidade de quem «geme» e não aguenta uma simples picada de um mísero inseto!…
Sempre fui uma Mulher de ir à luta… Nunca me passou pela cabeça ser a «coitadinha» que precisava de ajuda por entre todos aqueles momentos tão difíceis pelos quais passei… Na maior parte deles… engoli o choro… até não aguentar mais… Mas… recupero com facilidade, porque não sou, de todo, pessoa de me diminuir… para que outros possam ver a mais pequena apatia em mim… Certamente com pena desses tais… «abutres» que rondam por aí para tentar aproveitar… fragilidades… restos… sobras…
Não! Eu não sou assim… Eu sou do género, cada pedra que me atiram… ou cada pedra que me acerta… é de imediato convertida em energia para me fazer renascer… Não sou de vinganças… e do género de fazer mal… porque outros mo fizeram… Detesto pessoas assim!… Detesto pessoas que não acreditam nelas próprias… e que tentam conseguir encontrar nos outros as suas próprias falhas… — esses são os tais «abutres silenciosos» de que vos falo… são seres necessariamente pouco felizes… eu diria até… tremendamente infelizes!… Chegam a fazer pena!… São seres cuja dor de não serem os faz quererem ser o que não são… E o que resulta disso? Esse ódio altamente mesquinho e muito pouco humano… que faz com que me continuem a atirar pedra atrás de pedra… e, em vez dessa tentativa tão baixa… não tenham a coragem… a hombridade… de me virem olhar olhos nos olhos!…
O medo desses «abutres silenciosos» é que eu os olhe nos olhos… porque então eles se vão revelar mais do que querem… porque sabem perfeitamente que… algures… na sua vida… atiraram «essas» pedras a uma Mulher… a uma Mãe… que apenas luta por viver.
Lamento que me tenha sobressaído… Mas penso que qualquer pessoa faria o que eu fiz… mas, na altura… ninguém o fez! E fico imensamente satisfeita e feliz por ter iniciado uma verdadeira vontade de trabalhar…
Esses «abutres silenciosos»… necessitam de trabalhar a dobrar… e… isso… fez de mim uma pessoa mais feliz e realizada!… No fundo, o que consegui foi que eles tivessem vontade… Afinal… fui um exemplo!…
E só não faço mais, porque não quero… Como que perdi a vontade… No início deste artigo… disse que iria ser o mais sincera que pudesse…
Numa reunião da minha empresa, o diretor tocou numa ferida… e fez-me acordar para a «minha» realidade… Estou farta de «abutres silenciosos» que me atiram pedras e a toda a hora me retiram tapetes debaixo dos pés… Aqui já não se trata de quem trabalha, ou não, mais que os outros… Aqui trata-se de pessoas que me pedem favores… me pedem ajuda… e depois se regalam com ações… muito pouco dignas.
Fartei-me de ajudar esses «abutres silenciosos»… — mas que merda de gente!…
Limito-me a fazer o meu trabalho. E onde quer que eu meta o nariz… sei de antemão que vou conseguir… Porque sei que a minha maior vontade é a de ser exemplo para os meus filhos… já que não o sou para todos esses merdosos que não sabem nem querem trabalhar como deve ser… mas apenas e só… querem aproveitar-se do meu trabalho!… Abutres!… Miseráveis abutres!…
Força!… E que sejam muito felizes!… com a vossa deturpada ideia de felicidade…
Eu tenho as minhas palavras… e sei que a minha vida pode ser o que me resta… mas também sei que esse resto, por mais pequeno que seja… me vai fazer feliz… por continuar a dizer a verdade… e a viver com a verdade…
Durante toda a vida… vivi «em harmonia» com esses «abutres». Hoje… não.
A partir de agora… não… vão ter de olhar-me nos olhos… e… desejo boa sorte para todos.
Há tanta gente a fazer-se de vítima!… E isso… revolta-me! Porque, se fossem vítimas… não estragavam o trabalho dos outros… Já fui vítima de muita merda, mas nunca ninguém me ouviu queixar… Ergo-me… reergo-me e… vou à luta!…
As vítimas… fazem isso… os «abutres silenciosos» só atacam a carne que sofre… que está quase moribunda… «Quase»!… não quer dizer que já está morta… derrotada…
Eu ainda não morri… apesar de tantas pedras que me atiraram…
Infelizmente para vocês… hoje… não. É que não estou com a mais pequena paciência para vos aturar…
Façam-se à vida. E deixem de tentar constantemente aproveitar-se dos outros que vos ajudam… e depois… «fora figo»… obrigadinho… já não preciso…
Que gente tão pouco agradecida!… Que gentalha tão ingrata!…
Mas eu é que vos agradeço… agradeço-vos esta lição. E não julguem que se alterou o que sou…
O que mudou… radicalmente… foi a minha forma de vos receber… e de vos… ver!…


Se não querem o meu sucesso… ou… deixem-me dizer-vos de outra maneira: se têm «medo» do meu sucesso… trabalhem mais do que eu!… E deixem de fazer essas… maroscas parvas… próprias de gente sem ética e… sem verdade…
Podem ser mais do que eu… pensam vocês… mas só se for nas mesquinhices…
É que eu sou verdadeira… e é nisso que reside a maior diferença entre nós…
Estou a marimbar-me para os vossos esquemas… feios… tão feios… para «tentarem» conquistar o poder…
Não é o poder que me move… O que me move são as pessoas… Mas não quaisquer pessoas… A partir de agora só estou interessada em relacionar-me com pessoas… sinceras… honestas… verdadeiras…
O quê?… Abutres silenciosos?… Como se diz em Trás-os-Montes… “Putas e vinho verde!… Quero distância… Muita… muita distância…
O que já vivi… pode nem sequer ser metade do que vocês viveram… — se a «isso» se pode chamar «viver»! — mas a minha honra permite-me dizer:
«Jamais terei para convosco a mesma atitude que vocês tiveram para comigo!…»
A minha verdade… é que quero trabalhar!…
E ser um exemplo para os meus filhos…
Nenhuma gentinha… poucochinha… — como neste Alentejo se diz… — me vai alguma vez impedir de seguir a minha verdade… E parem de pretender fazer de mim parva…
Até me posso fazer de parva… mas… mais nenhum «abutre silencioso»… e asqueroso… me voltará jamais a bicar… para tentar fazer-me desparecer… ou morrer…
A vida… não nos dá só oportunidades… Dá-nos, indica-nos, também… e sobretudo… onde está a verdade…
O diretor da minha empresa… tocou na ferida… — chegou a hora das grandes decisões…
Já tomei consciência dos perigos que corro… e já reparei nos «abutres silenciosos» que nos tentam calar… e, se possível, até… matar…
Injustiças!… E tudo por ser boa pessoa!… Já me fartei de sofrer… O «inferno» pelo qual já passei… faz-me querer mais fogo… mas não para vos matar… «apenas» para vos aquecer… para vos aconchegar… a vossa ignóbil frieza e tremenda desonestidade…
Para terminar… deixem-me soltar a minhota que há em mim e dizer-vos… cara a cara, mais uma verdade:
Vocês, nojentos «abutres silenciosos»… fazem tanta falta neste mundo… como uma concertina e um cavaquinho num enterro!…


 


 


 


 


 

Comentários

Mensagens populares