E quando o Príncipe vira Sapo!

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***Texto Editado por Pi Sousa Pires 


Antes de mais, permitam-me enviar uma saudação especial aos meus leitores do Brasil! São de cada vez mais e… muito sinceramente… as vossas mensagens dão-me enorme alento e imensa força…


Uma dessas mensagens… quase congelou o meu ser. Não porque conhecesse a autora… mas porque me fez (re)viver, integralmente, um episódio da… novela da minha vida!
Essa mensagem fez-me repensar no trajeto da minha vida… fez-me regressar a um tempo que vivi… Pois… É isso… Vivi.
«Vivi» era uma… pretensa princesa que morava muito longe da minha família… mas, vim a sabê-lo mais tarde, pelos vistos já vivia demasiado perto do coração de quem deveria ser «o príncipe» da família.
Que ideia esta! Pois!… Nunca me senti princesa de nada… nem de ninguém! Quanto mais tratar alguém como «príncipe» na minha vida!… Nunca ninguém me apareceu montado num cavalo branco e me fez acordar para uma… realidade… ou uma utopia de um amor real!…
Tenho os meus «reis»… os meus filhos… — todas nós, mães, fazemos deles uns reis. Esperem… quero refazer a frase: algumas Mães… sim, porque outras, nem deveriam ser mães… Como nós, as verdadeiras Mães, o sabemos!…
(Talvez este seja outro tema a debater um dia… quem sabe?…)
Pois, tantas e tantas mensagens tão boas… mas, uma dessas, vinda do Brasil, prendeu em especial a minha atenção. E resolvi esperar uns dias para escrever… para que as memórias não me atraiçoassem… e para que — mais coração do que boca —… viesse a escrever algo que não fosse a verdade.
É que, com essa mensagem, revivi todo um passado… embrenhei-me nele… para descobrir também… a minha verdade! Depois… pensei que esse seria um bom tema acerca do qual eu estaria numa posição privilegiada para escrever. E… daria pano para mangas se eu quisesse contar toda, mas mesmo toda a verdade!…
Em todas as histórias há sempre… dois lados… duas… versões. Eu tenho o direito de contar a minha versão — deixem-me chamar-lhe… «verdade». Houve quem chegasse a diminuí-la… e a reescrevê-la de uma forma… muito particular… a forma de quem… sentiu, viu, e… menosprezou. Pessoas que foram tudo, menos justas.
O coração fica onde se sente encantado!… E quem somos nós para mudar?…
Para quê? Para resgatar a nossa história? Se for caso disso, o Tempo… encarregar-se-á de o fazer. Uma vez perdida a nossa realidade… não é certamente com histórias que a iremos alterar. E, então, será mesmo… para sempre.
E sabem porquê? Porque a verdade… quando chega, é em forma de lição… Pode demorar a chegar… mas um dia… se formos inteligentes… somamos… «2+2» e a história… repete-se… e a única coisa que se altera são as personagens… Que chatice!…
Aqueles que erram, não podem continuar a ser considerados sempre como… «os bons da fita»! Se não assumem os seus próprios erros… levam com a história pura e dura em cima… e, às tantas, da forma mais amarga em que a possam sentir.
A verdade é que existem mulheres… e Mulheres.
A verdade é que existem Homens… e homens… e sapos!
Não desprestigiando os pobres sapos, que são animais pertencentes à ordem Anura e à classe dos Anfíbios… e que entre os quais algumas espécies estão em vias de extinção. Só isto já é suficiente para sentir por eles o meu maior respeito! Diga-se, aliás, que os… alguns humanos nunca respeitaram os sapos, muito por causa de certas crenças, mas também por… nojo ou por outra estupidez qualquer!
(esta matéria será para abordar mais tarde, acerca de uma das minhas tarefas no Mundo… não menos importante… ou, diria até, uma das mais importantes… e será tida em conta um dia… neste blog)
Mas, continuando…
Príncipes… encontramo-los aos montes na vida! Eu sei que isso acontece com muitas de nós… Tenho muitas amigas… e, por vezes, desabafamos acerca desses… supostos príncipes! E que tiros certeiros eles querem apontar ao nosso coração!… Que esquemas tão bem montados para nos fazerem aceder… àquela atenção de que todas nós precisamos… mas… que grande cambada de chatos e incompetentes!
Todas nós precisamos de atenção, de carinho… de amor. Mas que tudo isso nos chegue de quem nos dedique o seu tempo… Só que há quem se aproveite dessa falsa atenção para abusar nos pedidos… chegando alguns deles a considerarem-se como um príncipe mais do que garantido!…
Ou eu não sou deste Mundo… ou… tenho um sapo dentro de mim… que se transforma. Eu olho para o Mundo e vejo todos os Príncipes… que dariam a vida por nós… e… continuo a dizer… tretas! Só tretas!…
Aquilo pelo que passei… poucos leitores podem imaginar… Outros, talvez venham a perceber o que eu sinto. E porque é que o digo desta forma…
Existe sempre um certo patamar onde nos colocam. Mas, se, por pouco que seja, nos desviamos de alguns… ideais… lá descarregam… lá deixam ver a outra verdade… a sua outra versão e… o príncipe… transforma-se num «sapo»… — por respeito aos sapos… passarei a chamar-lhe… ingrato, adúltero, mentiroso… e… homem sem honra.
Nós, as mulheres, acabamos por ter alguma culpa. Sim… eu assumo que tenho uma certa culpa de ter estado casada e não ter conseguido manter o casamento… um bom casamento. Fomos amigos… antes de sermos aquela alma única um do outro! Pois… mas a minha verdade… esteve sempre lá.
A verdade vem sempre ao de cima!… E… com a mensagem do que «VIVI»… mais me fez acreditar que, na vida, temos tão pouco… que um dia o perdão… acaba por ser sempre mais útil.
Como disse anteriormente… as histórias têm sempre dois lados. Neste blog não posso dizer mais do que isto… por respeito a uma outra história sobre quem fui, quem sou e porquê!
Chamo a isto… Honra… e, portanto, vou… optar por honrar as mentiras, a vaidade, a injustiça e a bruxa da minha história!…
E… quando um príncipe… (encantado… desencantado…) vira sapo…
O único conselho que posso dar… é que sigam a vida com orgulho e com verdade… e com honra. E com vontade de ver a felicidade dos outros… e descansar… recuperar…
E voltar a viver… voltar a viver intensamente!…
Nós, Mulheres, que acreditamos na verdade… sabemos que no amor… quantas vezes teremos de… engolir sapos… quando pensamos naqueles entes que nos são mais queridos… por todos os que nos respeitam tal e qual como somos… que não nos pretendem mudar… ou que ardilosamente nos fazem acreditar em contos de fadas!…
Quantos não são os príncipes da minha vida que viriam a tornar-se sapos! Que desembainhavam a espada… na vã esperança de conseguirem ser os conquistadores do meu coração… e até da minha alma!… Confesso que há dias em que os consigo sentir… mas, quando os sinto de verdade… esse ser… rugoso… de pele seca… ativo só no período noturno… tudo acaba por me enervar profundamente!
Prefiro mil vezes ver, perceber, sentir e, sobretudo,… respeitar o sapo, o verdadeiro sapo… aquele dócil animal que não pretende ser príncipe… mas apenas sobreviver… entre alguns… animais!…
Tenho de acabar… porque se não os meus dedos… começam a querer falar acerca da minha verdade.
Eu… não sou princesa… mas tenho berço. Mas, o quê, uma… princesa que espera que um suposto príncipe a resgate da torre?… Não!… Isso nem pensar!…
Eu consigo muito bem resgatar-me a mim própria e não pretendo beijar esses «sapos» que vêm com a esperança de se tornarem príncipes…
Já «VIVI» uma história que chegue… para ser contada… acerca de um… certo… príncipe desencantado…
E… hoje… ainda não será o dia da verdade!…
Lamento o que… VIVI!…
Percebo a mensagem… mas, hoje é o dia… das princesas… contarem as suas histórias.
Não façam de mim a princesa… Porque não perdi absolutamente nada do que eu sou…. Logo… não estou só.
E não lamento minimamente a vida… pela qual passei… e que… VIVI.
Hoje… sinto-me ainda mais do que fui…
Uma alma… que sabe que o seu conto de fadas… e o seu «sapo»… virou príncipe…
É o destino… a lua que sua… o sol que enfraquece…
A estrela que pouco brilha… mas… que me acolhe…
E se algum dia o Príncipe vira Sapo… é porque chegou a hora de me fazer à vida… e de ser a princesa sem reino e sem príncipe… mas rainha de si própria… no seu próprio reino…
Simples… e… sem quaisquer artimanhas… parvoíces… ou merdices…
Ninguém nos faz melhor… somos almas… sem vaidade… sem adornos… isso e só isso é o que somos.
E nenhuma vaidade!… Além do mais… nada nos fará beijar o sapo que quereria virar príncipe!…
A alma escolheu o lugar onde quis ficar?!… Que lá fique!...


 

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