– O que é que tu escolhes?

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** Texto Editado por Pi Sousa Pires 


Antes de mais, quero agradecer a todos os que me enviaram mensagens. Foi muito gratificante saber que as minhas palavras passaram a ser vossas, vos tocam… que o que sinto e vivo vos faz ter força e vontade para continuarem a vossa história!
De facto, tenho estado mais… concentrada…, mais focada em vir a conseguir reunir tudo o que sou num livro que fale das diferenças… que fale de pessoas diferentes… mas que deviam ser «especiais»…, daí ter vindo a ter menos tempo para o blogue. Quero que esse livro retrate na perfeição o que este Mundo pode fazer a pessoas especiais… a pes-soas que nasceram diferentes… e que tenham a certeza de que possuem a força necessá-ria para assim continuarem a ser!
E hoje… nestes primeiros dias de um Ano Novo – um novo ano –… quero-te perguntar:
– O que é que tu escolhes?
Sim… Porque ao longo da nossa vida temos, felizmente, essa oportunidade de poder escolher… a toda a hora somos confrontados com a necessidade de termos de fazer as mais diversas escolhas…, perante as quais, muitas vezes, nem sequer nos apercebemos da importância de que elas se revestem... ou de que elas poderão vir a revestir-se!
O que comer?... o que vestir?... que direção tomar?… que decisões de vida nos testam, diariamente, a nossa capacidade de escolher e… de sobreviver?
Sim… É mesmo disso que se trata: sobreviver. Porque há escolhas que fazemos que nos tiram a possibilidade de viver… de seguir a nossa vida de uma forma… completa e… vá lá, deixem-me dizê-lo: feliz!
Daí que tenhamos muitas vezes de sobreviver… de lutar… porque escolhemos… talvez devido a alguma pressão do momento… e a uma eventual ânsia de uma oportunidade… ou de algum sucesso… o caminho mais fácil… Eu sei lá!
– O que é que tu escolhes?
Eu… tal como tu, que me lês… tenho feito as minhas escolhas. Quem é que não tem, constantemente, de fazer as suas próprias escolhas?!
Eu escolho sempre os caminhos mais difíceis e mais rudes… – eu sei! Tudo porque… tenho esta mania de fazer as escolhas pelos outros e não as minhas. Não sou egoísta. Não sou uma daquelas meninas mimadas que fazem birras só para obterem o que mais lhes apetece! Não! Eu escolho e sobrevivo, porque fiz alguém feliz e porque, para mim,… essa escolha foi a mais importante… a mais acertada – exatamente e só por isso. Por alguém… e para alguém ficar feliz… graças a mim… e isso faz-me inevitável e indiscutivelmente sentir-me feliz… sentir-me forte… e por me aguentar!
Quantas vezes me sugeriram que eu pensasse mais em mim? Tantas!... Eu, por vezes, ao falar com algumas pessoas, também lhes dou esse conselho! Mas… eu… nasci com uma força diferente… e… tudo isso irão sabê-lo no meu livro…
Há pessoas que não vivem estas doenças deste nosso «novo mundo»… Felizmente, ainda há muitas pessoas que nasceram com uma vontade imensa de ver os outros felizes!... e, sobretudo, empenhadas em fazer com que outras pessoas sejam felizes!
Eu… nunca posso escolher-me só a mim… porque eu própria sou um conjunto de pessoas que me moldam… – as boas e as más. Eu não vivo sem as críticas, mesmo que não goste de as ouvir… Mas elas… fortalecem-me…, reorganizam-me.
Essas são as minhas escolhas… – as pessoas. São tudo o que eu posso dar… e, se não dei, foi porque não pude, não consegui…
Não compreendem porque é que uma mulher como eu… está só… sem uma «muleta»! E questionam-me constantemente acerca dessas minhas escolhas… Ora, hoje, decidi: vou responder a todos!
Eu tenho os meus sentimentos. E não preciso de revelar tudo! Não preciso de dizer tudo o que a vida me faz passar… ou mesmo… afirmar que eu… compreendo todas as vossas escolhas.
Eu… choro! Eu… sofro!… Claro que sim! Choro porque… não consegui fazer tudo o que queria, por mim, ou por alguém… ou simplesmente porque me sinto comovida… ou porque ouvi uma música incrível… ou porque li um poema fabuloso!... – eu tenho sentimentos!
Mas… não choro por ter feito más escolhas! Não choro só porque alguém não gosta de mim… Eu… não preciso que gostem de mim… – gosto que gostem, mas não preciso que gostem! Aliás, ultimamente… tenho tido notícias acerca de quem não gostava de mim… de quem até me espetou facas nas costas… e sabem?... querem saber? Marquei essas pessoas com o dom de saberem aceitar as diferenças… de ouvir… de escutar… e, sobretudo, de trabalhar… por um bem-comum!
Mas… não choro, definitivamente não choro pelas más escolhas dos outros… Muito menos por algum dia eu não ter sido… uma… boa escolha! Se existem pessoas mais valiosas… eu só fico feliz que elas existam! Tal como disse… a felicidade dos outros é a minha felicidade!
Nunca precisei de «muletas»! Já tive oportunidade de escrever neste blogue acerca disso! Lido muito bem comigo mesma… E… adoro a minha companhia… e fiquem a saber que sou muito seletiva!... Não é qualquer elogio que me faz ceder.
E sou eu que escolho… os outros – é certo que sim! Mas, acreditem: vivo muito bem comigo própria, por essa ou por outras escolhas que tenha feito!
Eu sobrevivo… porque transformo o sonho dos outros no meu próprio sonho… e daí a força nunca se esgotar… É que eu não permito que ela se esgote face a dias tão difíceis… a bofetadas tão injustas e tão pesadas… não deixo que isso me demova ou me afete nem um bocadinho… porque nada do que eu sou… se deve só a mim… mas até tudo isso que pensam que eu suporto… mas não suporto… eu enfrento! Eu enfrento… eu combato essa dor que me faz fraca… eu hoje só choro… porque consegui! Não… não choro por ser infeliz… Essa é a ideia errada que algumas pessoas fazem acerca de mim… Não… não choro por ser infeliz…
– E tu? O que é que tu escolhes?
Desde que acordas até que deitas a cabeça na tua almofada… que escolhas fizeste? E… se as fizeste,… quão feliz estás por tê-las feito?
Alguma vez pensaram que eu sofro precisamente por não perceberem quem eu sou? Alguma vez pensaram que não me leram o suficiente ou não entenderam a mensagem que vos quis passar? E… já agora, a propósito: alguma vez pensaram que eu possa sofrer com isso?...
Eu… compreendo os bons e os maus… eu perdoo… certas atitudes… não sou vingativa nem tento encontrar bodes expiatórios… consigo ultrapassar com facilidade as vossas más escolhas… e continuo… a ser Eu. Exatamente como eu sou – Eu!
Agora… façam lá as vossas escolhas. Optem por encontrar as vossas respostas…
Mas não façam as minhas escolhas… por mim! Por favor!...
Desde há muito tempo que escolhi e sou fiel ao que quero e sinto.
– E tu? O que é que tu escolhes?
Na minha vida… escolhi sempre a esperança face ao medo… até porque, medo,… nunca tive!
Escolho sempre o que me parece impossível… porque, na verdade,… é isso que me agarra à vida. Essa impossibilidade prende-me. E reforça as minhas vontades e… fortalece… aquilo que sempre almejei ter… Há quem me conheça… Há quem saiba exatamente quem eu sou… e como eu sou…
Que as escolhas que fiz e faço… não são assim… tão complicadas de perceber.
Há formas tão fáceis de chegar a mim… e que poucos conhecem…
Há escolhas que fazem por mim… e…
Há quem me escolhe…
E… quem me escolhe… sabe bem que escolha fez!
Desde que acordo até que me deito… escolhi muitas coisas… mas, escolhi, sobretudo, aqueles que me revelam ser os seres que mais me desafiam… ou aqueles que mais me comovem… ou até aqueles que mais me chateiam… e, já agora – por que não? – aqueles que mais me fazem rir!
Aqueles que souberam, de facto, entrar no meu coração e a ele dedicam todos os dias, tanto os fáceis como os difíceis…
Aqueles que me surpreendem… por conhecerem e reconhecerem exatamente o que sou… como sou…
– O que é que tu escolhes?
Essa é a tua verdade.
Na minha vida… a minha verdade… também é essa… foram… são… e… serão sempre… as minhas «próprias» escolhas.
E sobrevivo… cá vou sobrevivendo – sobre vivendo – com todo o orgulho nelas… e de mim própria!...

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