Alguém um dia afirmou: as dificuldades preparam as pessoas comuns para fins extraordinários

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Não há ninguém que não sonhe com uma vida melhor do que aquela que tem…


Todos idealizam… muitos… vivem de tal forma aqueles sonhos… próprios de revistas cor-de-rosa, que se perdem por completo entre os inúmeros fins extraordinários que a vida, generosamente, lhes concede… mas rejeitam-nos… pois claro que rejeitam… talvez porque nunca souberam simplificar nada daquilo que, gratuitamente, lhes foi sendo oferecido ou se lhes foi deparando.


Vivemos num Mundo de cegos. As ditas pessoas comuns… querem, apenas porque querem, os “ditos” fins extraordinários… mas, são precisamente esses que… destronam valores tais como a coragem, a dedicação e até o próprio amor… Enquanto isso, os verdadeiros «fins extraordinários» ficam latentes… à espera de pessoas, outras pessoas, essas sim, verdadeiramente comuns.


O verdadeiro Amor já não existe. O que se vê é um Amor que é moldado, montado e claramente interesseiro, egoísta… e de uma felicidade claramente… discutível… passageira…


Todos querem e pretendem o imediato, o fácil… são raras as relações onde não exista algum interesse por trás e, quando começam a surgir as dificuldades… essas pessoas comuns deixam de ser comuns… deixam de ser modestas… querem ser o espetáculo… e, curiosamente, deixam de conseguir alcançar os feitos extraordinários que a vida lhes proporciona.


Já não há simplicidade nem modéstia… Já não há amor… dedicação por uma causa comum… Já não há a verdadeira essência da frase que alguém um dia proferiu: “As dificuldades preparam as pessoas comuns para fins extraordinários”.


Já não existem pessoas comuns… e, «fins extraordinários»… alguém me pode dizer quais são? Numa sociedade tão pobre em valores… e… em tudo?!


Quando tudo o que se possui é mais importante do que aquilo que se é… valha-me os caminhos que sigo! Quando a aparência é mais importante que a essência… valha-me os caminhos que sigo só…


É tão inútil ser-se comum… Mas é forte todo aquele que, embora sofrendo dificuldades, acorda todos os santos dias cheio de vontade de dar ao mundo o pouco que tem…. Mas são considerados ridículos os feitos extraordinários desses dias…


Já nada interessa ao Mundo… e os feitos mais extraordinários que pessoas comuns podem alcançar por entre as suas dificuldades… transformam-se em meras risotas num mundo onde o respeito pelo próximo… pura e simplesmente deixou de existir… – outros tempos!...


Eu, por tudo o que o Mundo me retorna… Eu… não me sinto comum… e, de tantas dificuldades… nunca conquistei os “ditos” fins extraordinários… mas, sim, aqueles banais, simples… aqueles que são… só aparentemente inferiores… no Mundo superior que me rodeia.


Já nada me espanta… nas pessoas… Espanto-me, isso sim, perante a Natureza que, sossegada, bem ou mal, lá vai aguentando… até um dia explodir de tanta injustiça… e podridão…


Num Mundo que poderia ser absolutamente fabuloso… esses ditos comuns… não assumem as dificuldades… Pelo contrário, criam máscaras que sustentam os ditos feitos… EXTRAORDINÁRIOS… mas… impotentes e… desnecessários….


Bem hajam por serem tão imensamente comuns todos os que verdadeiramente alcançam o maior feito extraordinário da vida… SER ELE PRÓPRIO… Sem modelos, sem máscaras ou sem modas…


Bem hajam… todas as pessoas comuns que se entregam à vida, tal como ela deve ser entendida e respeitada.


Num circo de vaidades… ainda há valores que permitem ter, pelo menos, uma pequena réstia de esperança.


Esperança de eu ainda poder vir a viver num mundo sem necessidade de uma imagem… e que os feitos extraordinários sejam de facto “os feitos”.


**Texto Editado por Pi Sousa Pires ao qual agradeço o apoio e a dedicação 


 

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