“Diamantes não imploram para ser vistos

 

Há quem passe anos a olhar para o brilho de algo que já não pode voltar.
Ficam à espera de um reflexo antigo, como se o passado ainda tivesse poder sobre o tempo...

É curioso como o ser humano, tantas vezes, se prende àquilo que perdeu e ignora aquilo que a vida, silenciosamente, lhe volta a oferecer.

A filosofia do tempo é simples: nada regressa da mesma forma, mas quase tudo se transforma em nova possibilidade...

Há pessoas que vivem presas à memória de uma pedra que já não está ali...
Falam dela, lembram-se dela, comparam tudo com esse brilho antigo....
E, nesse gesto de fidelidade ao passado, acabam por fechar os olhos ao presente.

Entretanto, a vida...paciente e sábia...
coloca no caminho encontros inesperados, corações disponíveis, afetos que não pedem para substituir nada, apenas para existir.

Por vezes, coloca até algo raro nas mãos de alguém.

Um diamante...

Mas há uma verdade que o tempo ensina a todos:
diamantes não ficam para sempre nas mãos de quem não os reconhece...

Porque aquilo que é verdadeiramente valioso
também tem dignidade, também tem caminho,
também tem destino...

E um dia segue para onde o seu brilho não precisa de pedir para ser visto...

Esse caminho é do da verdade...

O tempo acaba sempre por revelar duas coisas: quem vive de memórias… e quem sabe reconhecer um diamante.... mesmo que pedra fria..

 Sujo...de terra e, com vida...

Que não morre... quando tudo nos mata. 



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