Se for para desistir de alguma coisa… desista então de ser fraco

´****Texto Editado por Pi Sousa Pires
Ao longo da minha vida fui aprendendo esta lição.
Há pessoas a quem damos o melhor que temos… e, continuamos a não desistir delas. Porque, continuando sempre a pensar que elas um dia irão valorizar o que somos,… vamos sempre dando gratuitamente mais um pouco de nós… perdoando sempre quando isso é necessário e… continuando sempre a dar mais um bocadinho.
Mas que parvoíce a nossa!… Porque são essas pessoas que precisam de nós… e não nós delas!… Seja lá quem for… teremos sempre uma certeza: quem nos procurou para nos solicitar uma ajuda… por mais pequena que ela seja… é mais que evidente que foi porque precisou de nós… porque não foi capaz — jamais seria capaz — de o fazer sozinho!…
Porque viu… porque sabe muito bem que nós preenchemos as características necessárias para os podermos vir a ajudar naquele preciso momento.
Quantos precisam que essas pessoas lhes ofereçam o retorno dessa ajuda? Pois… mas há quem faça tudo sempre e só do fundo do coração. O único retorno que gostaríamos de ter… é… o reconhecimento. Ou… então, pelo menos… o respeito pelo que somos e pelo que fizemos… E nada mais.
Pois… Só que depois… existem alguns… que se acham no direito de ainda nos condenarem por termos sido nós a construir aquilo que eles não foram e nem nunca seriam capazes…
E são precisamente esses que ainda falam mal de nós… e nos condenam ao exílio!…
Há quem precise da nossa ajuda para estar no topo. Mas… quando lá está… quando já chegou ao… «poleiro»… passam-nos a tratar como seres nefastos… seres cheios de luz… mas que também a sabem apagar na altura certa a quem deixou de a merecer…
A partir daí… querem-nos ver num buraco escuro… de preferência com uma mordaça na boca… e, se possível… sem qualquer tipo de poder.
Acontece… sim. E muitas vezes são pessoas como essas que nos fazem desistir dos nossos sonhos. E esquecem-se… que fomos nós a lutar pelos sonhos dos outros. E tentam fechar os nossos caminhos… esquecendo-se… que fomos nós a desbravar o caminho deles.
Só que, tal como tudo na Natureza… tudo se pode de repente vir a alterar…
Se for para desistir de alguma coisa… desistir então de ser fraco… — essa é sempre a melhor opção.
Se pudemos, se soubemos desbravar caminhos pelos outros… então os nossos estão mais que assegurados. Temos de ser fortes o suficiente para engolir a inverdade e pela injustiça dos outros e lutar pela nossa verdade que… essa… essa sim, é o que temos de melhor. Sem essa nossa verdade… os outros eram apenas «os outros». Se fomos capazes… e fomo-lo mesmo, de os fazer «alguém»… então também podemos ter a certeza de que… com aquilo que somos… por aquilo que somos… mais poderemos ser capazes de conquistar.
Podem até humilhar-nos, desprestigiar-nos… assegurar que nos vão fazer de fracos. Mas, a nossa força é tão imensamente maior… que muitas vezes… desistir… é o que eles passam a esperar que façamos.
Eu só desisto do que não quero. Só desisto do que me faz mal. Do que me irrita.
Quando a nossa vida incomoda os outros… Quando somos postos de lado através de parvoíces de gente pequenina, interesseira, oportunista e hipócrita… — gente sem qualquer tipo de valor!…
Se for para desistir de alguma coisa… desista então de ser fraco.
Quando as pessoas nascem sem nenhumas qualidades… querem a todo o custo tê-las. Então… constroem ao longo da sua vida formas de «minimizar»… ou de tentar disfarçar a indecência que são. Constroem… «tentam construir» para si uma imagem… que a alguns incautos pode parecer real… mas… «a verdade é como o azeite: vem sempre ao de cima» e, mais cedo ou mais tarde, serão desmascarados… e cairão do «poleiro» aos trambolhões!…
Mas, para quem tem bom coração… assistir a coisas dessas… dói! Magoa muito… mas acaba por passar!!! E sempre de cabeça erguida… Que inveja eles irão ter então!...
O coração perdoa… mas não esquece… Assim, seguimos a nossa vida a saber com quem podemos… ou com quem não devemos contar!…
Se for para desistir de alguma coisa… então desista de ser fraco.
Nunca olho para trás. Na minha vida deixei para trás pessoas de quem eu gostava… adorava… Mas nem sequer tive pena disso… Elas não gostavam de mim… Sendo assim, que pena é que deveria ter por as ter deixado? Não… Nunca sofri por as ter deixado para trás… Quando a única coisa que queriam de mim… era o melhor que eu tenho… E não deixarei de o ter… por as ter deixado.
Se for para desistir de alguma coisa… desista então de ser fraco.
E, aproveite, e desista de ser parvo… Há quem nos pede a mão e nos puxa para o poço…
Não quero fazer parte da vida de quem ignora os outros… que apenas trata as pessoas com respeito… com falso respeito, afinal!… enquanto precisou delas!… Que baixo!…
Quando já não precisam … quando chegaram ao tal «poleiro» — mas esquecem-se que para gente como essa um poleiro como esse é a naior parte das vezes efémero!… — tudo parece difícil de fazer acontecer… tudo é entraves… Que gente inferior!…
Que gente de tão baixo nível em cima de um poleiro!…
Se for para desistir de alguma coisa… desista então de ser fraco.
Desista de pessoas que nada têm para oferecer para além da sua fraqueza. Deixe de ser fraco só porque os outros o querem fraco!… Ainda não entendeu isso!…
Não me canso de ajudar… Jamais me cansarei ou desistirei de ajudar…
Mas… desistir… de mim… de como eu sou? Nunca!… Nem pensar!…
Nem a fraqueza que os outros me tentam incutir lhes dará o mais pequeno direito de me fazerem menor do que sou…
…
Por isso… Se for para desistir de alguma coisa… desista então de ser fraco.
Desista de pessoas de nada… e insista em si… E não se esqueça que… quem mais alto sobe… sem ter asas e, pior ainda, sem saber voar… mais depressa cai.
Se for para desistir de alguma coisa… desista então de ser fraco.


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