As palavras voam…

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As palavras voam...


*** Texto editado por Pi Sousa Pires


Quando subitamente as nossas palavras ganham vida própria e conseguem chegar onde nós nunca pensaríamos vir a estar!…


Que magia tão grande… quando o sentimento debitado em cada palavra merece uma atenção especial no coração de alguém… ah, então a gratidão é imensa!…


Podem não nos conhecer… mas conhecem tão bem as nossas palavras!… O sentimento que existe nelas… a nossa essência… quando queremos que o que sentimos fique cada vez mais perto de alguém! Estou muito comovida com as mensagens que recebi dos meus leitores… Obrigada pela forma como entendem as minhas palavras!  


Se vos dissesse… que há uns quantos parvos neste mundo que são ignorantes nos sentimentos… nas emoções e nas palavras que são justas… mas que eles sistematicamente entendem ao contrário… — como injustas… — vocês acreditariam? Claro que sim.


Não nos podemos afirmar. Ou melhor… só não nos podemos afirmar para aqueles que não sabem ler, nem ouvir… que se ouvem a eles próprios… não escutam o que se passa à sua volta… Querem apenas estar presentes… com o seu umbigo em afirmação constante. Não ouvem conselhos… — querem lá saber de conselhos!… — Não escutam os outros… — querem lá saber dos outros!… — Não sabem ser empáticos seja com quem for… e tornam-se «cangalheiros» da sua verdade… A verdade dos outros não lhes interessa!… E nem sequer respeitam!…  


Enfim, mas eu quero lá saber que esse tipo de gente ocupe a minha esplanada… e que sistematicamente me ofenda com aquela sua necessidade de se «tentarem» sobressair e me acusarem… Felizmente, não preciso que esses gostem de mim… Nem me interessa que gostem…


Vivo bem… consigo viver imensamente bem… só com aqueles que são genuínos e verdadeiros para com os outros… Esses sim, esses é que merecem que eu os tenha em consideração…


E gosto tanto deles… e gosto tanto que eles gostem de mim!… E é tão bonita essa forma desinteressada e gratuita com que eles gostam de mim!…


Como vos disse no título… as palavras voam. As boas e as más… Estas, as más, não me interessam… mesmo que esvoacem perto de mim… não me tocam, «não me atingem» e… mais cedo ou mais tarde acabam por cair… redondas no chão… É que não me interessam, mesmo, e não lhes dou… nem um bocadinho que seja de importância…


Cada vez mais reparo que essas palavras são ditas ou escritas… apenas por quem não sabe sentir o outro… Logo, não me interessam… e nem sequer as quero apanhar do chão e… tentar endireitá-las… A experiência diz-me que há pessoas para com as quais nem isso vale a pena!… — lá diz o nosso ditado: «o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita»!…



Agora, vamos às palavras que voam… às palavras que chegam a todo o lado… àquelas palavras que brotam do coração… e que estão na boca de todos nós… àquelas palavras que constituem a letra de uma melodia… letra essa que, quando a ouvimos… pensamos… temos quase a certeza!… de ter sido escrita propositadamente para nós!… E isso… faz-nos sentir… inteiros.


Porque as nossas palavras voam. Voam por todo o lado… e conseguem revelar o que de melhor temos em nós… O nosso sorriso… e também as nossas lágrimas!…


Que melhor podemos ter? Quando não nos controlamos… tentemos então preencher esses momentos com um sorriso… ou com lágrimas… e que tanto podem ser de amor… como de tristeza… como de alegria…


Quantas vezes uma simples lágrima… sentida… profundamente sentida… pode dizer muito mais acerca do nosso estado de espírito… do que qualquer outro gesto ou mil palavras!…



Fomos todos agraciados com isso. Menos aqueles que… e, desculpem-me,… tenho mais uma vez de ser sincera… custe isso a quem custar… mas aqueles que fazem um sorriso tão… mas tão… rasgado… que se esquecem do «pormenor» do olhar com que o fazem… Não preciso de ver as gengivas de ninguém para perceber que esses sorrisos… são sorrisos… de gente injusta… ingrata… e falsa… Esse tipo de gente e os seus sorrisos… não me enganam!…


Os sorrisos espontâneos… verdadeiros… são como as palavras que voam… e é tão fácil saber o que eles transmitem… Fazem-nos sentir em casa, tranquilos… e seguros… O sorriso, se for franco, é um ato sempre tão bonito!…


Mas todos os outros sorrisos… os falsos e hipócritas… são sorrisos feios e revelam bem a índole das pessoas de quem saíram… Oh… e anda por aí tanta, tanta gente feia!…


Há pessoas que não sabem ser… São pessoas que proferem palavras que não voam com elas… que ficam presas… Como um bonito passarinho numa gaiola… que esvoaça… mas não voa… Não vai a lado nenhum… Há pessoas dessas… que não conseguem ir a lado nenhum!… Tal como as palavras… ficam presas a uma vontade de voar que nunca se concretiza!… Nunca se efetiva… Nunca será possível… Porque não sabem «voar»!…


A não ser que a pessoa que as profere… veja nesse pássaro bonito… a coragem de enfrentar o Mundo tal e qual como ele é!…


E… será que esse pássaro habituado à gaiola… consegue sobreviver fora dela? E será que essas pessoas… conseguirão sobreviver durante muito tempo com aquilo que são?


As palavras voam… pois. Se essas pessoas vestissem a sua própria pele… em vez de tentarem evidenciar o que não são… sobreviveriam? Tenho a certeza que não. O pássaro habituado a uma gaiola… só sobrevive se… se fizer o seu papel na Natureza… e não ficar à espera eternamente de quem o alimente…


As palavras voam…


Nós somos as nossas próprias palavras… e as nossas ações conferem a essas palavras o que é digno de pertencer a alguém… A sua verdade… A sua essência… Sem qualquer tipo de camuflagem… Ou voamos com as palavras que são o reflexo do que somos… ou então mais vale focarmo-nos no silêncio…


Infelizmente, tenho cada vez mais a certeza… que há pessoas que se prendem a si próprias em gaiolas para que venham a ser alimentadas, cuidadas… Essas pessoas optaram por não quererem ser elas próprias… É uma pena!…


Mas, sobretudo, o que me faz pena é… continuar a ver aqueles estrupícios maliciosos, cujas palavras esvoaçam para virem mais cedo ou mais tarde a espatifarem-se no chão…


Tenho pena deles… e não tenho!… Porque é gente que está sempre à espera de um elogio… que o achem um passarinho lindo… e que, no fundo, gostam é de o ver ali bem preso na gaiola de alguém… O que é que essa gente, esse tipo de gente… sabe ser no Mundo? Nada!…


Por muito bonitas que sejam… as penas do seu voo… hão de sempre ficar presas dentro das grades… e jamais hão de servir… porque nunca souberam o que é voar…


E como é tão gratificante… tão bonito… e tão bom saber voar… com as nossas próprias penas!…


As palavras voam… e as minhas… essas conseguem ir… até onde eu nunca pensei ir… e voar!…


 


 

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