O dia que parecia não terminar

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****Texto editado por Pi Sousa Pires


 


Meus caros leitores, lamento todo este tempo em que estive longe de
vocês… outras palavras me procuraram. Precisei de as escrever… embora
fossem palavras fora deste Mundo dos sentimentos.
Parecia que estava a viver num dia que parecia não terminar! Parecia que
os sentimentos tinham que obrigatoriamente ser postos de parte.
Nem todos, só estes do se sentir e falar a verdade conforme a sentimos, sem
nunca camuflar o que somos.
Nesse dia que parecia não terminar… só um momento me conquistou.
Foi o de uma imagem… que alguém me enviou.
Uma estrada livre… numa noite escura.
Apeteceu-me tanto estar nessa estrada vazia e escura. Só eu, dentro do
carro, confortável ou não, pouco interessava… porque o objetivo era fugir.
Fugir por uns momentos da correria, do barulho, das pessoas
demasiadamente importantes, dos assuntos inadiáveis… das palavras que
magoam… dos sentimentos frios.
Da opulenta vontade de acreditar…
Criei em mim uma barreira que de forma indelével era constantemente
invadida. Invadida pela necessidade de protagonismo, de vida… de luz. E
eu, eu só queria era poder prosseguir nessa viagem no escuro… nessa
pouca luz que possuo… mas suficiente para estar em qualquer lado…
menos sob os tremendos… os efémeros… os falsos holofotes que quase me
cegavam com tanta luz.
Queria estar a seguir viagem por aquela estrada com direção ao que sentia.
Em direção a mim mesma… Sabendo que a minha luz… mesmo por muito
pequena que fosse… se manteria acesa… e sem ter necessidade de se
tornar num inútil foco de cores brilhantes.
Há pessoas que sentem imensa necessidade de brilhar!… E que acham que
estão sempre com a razão… Que agem sempre como se fossem poços de
sabedoria e verdade…
Pois, eu sou …
Eu sou muito poética no meu dia-a-dia… sim, eu sei disso!
Vivo intensamente as emoções. Tenho explosões de alegria, de tristeza, de
desânimo, de desilusão, de raiva, de desejo de concretizações e…
sobretudo… de vida!


Sou alegre, tenho vontade de cumprimentar todas as pessoas e de conversar
com todas elas… gosto de um bom vinho em boa companhia, de uma boa
conversa, de rir à gargalhada… e… de chorar desalmadamente.
Sou pedra, sou árvore, sou humana, dessas que sabem o que é respeitar os
outros na sua forma de ser — a boa e a má.
Gosto de conseguir sorrir quando as lágrimas querem brotar… sou muito,
muito teimosa, orgulhosa… Gosto de sonhar e de… concretizar...
Gosto de ser eu… porque não conheço ninguém igual a mim! Sou uma
parva que se entusiasma com os outros e lhes dá força, quando, afinal, ela
até a mim me falha! Sou a eterna tonta que prefere que todos se sintam bem
em detrimento do que eu própria possa sentir.
Mas… essa é a minha forma de ser e de estar…
Mas, também sou alguém que sabe o que quer… alguém que tem força
para lutar contra quem lhe tenta apagar os sonhos…
Se essa tal viagem na estrada vazia e escura significa muito para mim?
Sim… porque é nessa estrada que sempre estou em todos os dias que
acordo. E, nos dias que parecem não terminar… só desejo voltar a essa
estrada… voltar a mim. Como se o dia voltasse a nascer… como se eu
pudesse de alguma forma voltar a mim… à essência do que sou…
Se é poesia a forma em como vejo a vida?…
Sim… é a vida… é a minha vida!
Serei eu um dia… e serei eu, um dia, o sonho tornado realidade de alguém?

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