Essa coisa de ser feliz!

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***Texto Editado por Pi Sousa Pires


Cada vez mais lemos frases e textos que nos inspiram… Há uma certa vontade de encontrarmos formas para justificar os nossos contratempos. Há pessoas que ganham a vida a oferecer aos outros «caminhos floridos»… ou força de vontade para viverem a sua vida… às vezes tão miserável!… E também há quem tente ouvir o sentido da vida… ou ler os 7 ou os 15 passos para ser feliz!…


Há quem consiga governar a sua vida… inspirando os outros no caminho da felicidade!


Serão os sentimentos das pessoas assim tão pouco válidos… para que se cobrem sessões de inspiração e de promessas de uma vida feliz e financeiramente nos trilhos?


Mas, será que o Mundo está assim tão mal… para que tenhamos que recorrer a pessoas que nos cobram… para nos ajudar a ver o Mundo de uma forma mais… dizem eles… capaz?!


Mas que raio de Mundo é este onde já há quem seja incapaz de conseguir encontrar o seu próprio rumo de vida… o seu próprio sentido para a sua própria vida!…


Olhem para mim. Há muitas coisas que estão camufladas… vou-vos dando algumas noções… do que é… ou do que foi a minha vida. Mas eu é que a vivi!… Muitas vezes chego a desesperar… mas… nunca pensei pela cabeça de ninguém… Não há ninguém que me ensine a ser «eu». Nunca ninguém me ensinou a reagir às más circunstâncias em que a vida às vezes me colocou!…  


Posso ouvir… É claro que sim, que ouço os outros. Ouço todos. E ouço com uma atenção que me é intrínseca… Mas também só ouço o que quero… O que não me interessa ouvir… tenho um filtro dentro de mim… que logo me alerta. Esse filtro funciona sempre que chega até mim algum… «diz-que-disse»… quando a outra é isto ou aquilo… quando aquele é um desgraçado…


Sempre que me soa a um «dizer mal» de alguém… o meu filtro… toca… e alerta-me.


Tenho de reconhecer que às vezes… é claro que me desiludo comigo mesma… porque deveria ter ouvido melhor. Há alturas em que devemos filtrar menos… e absorver mais.


Essa coisa de ser feliz… será que nos ensina… a ouvir o que realmente somos? Ou seremos mesmo obrigados a procurar alguém que nos diga o que fazer para conseguirmos ser… realmente felizes?


Por muito que a minha vida tenha sido uma luta no dia-a-dia… só eu sei como me colocar no lugar em que mereço!… Só eu sei como reagir perante certas desilusões, alegrias e frustrações…


Ninguém pode ensinar-me a ser feliz!… Ou sou ou não sou…


Não há metades… não há ninguém que me possa «animar» que não seja eu mesma… Passei muitos anos sem me olhar diretamente ao espelho. Isto porque quis carpir as minhas mágoas e precisei desse tempo para não me olhar nos olhos!… Porque sabia… que se me olhasse olhos nos olhos… eu não poderia nunca chorar.


Mas, eu quis chorar. Fez-me bem… chorar, estar sozinha com as minhas verdades… o céu, o sol e outras estrelas, a lua… as nuvens… (que escrevem mensagens) … as árvores, as pedras… a vida que existe quando paramos por momentos a nossa vida… e olhamos à nossa volta… e despimos as nossas vaidades… despojamo-nos das nossas preocupações… até ficarmos nus… no meio do nada… só a reparar na alegria que existe no Mundo e… nós… quantas vezes… sem sequer nos conseguirmos aperceber dela!…


É nesses momentos… que percebemos que damos demasiado valor ao nada… e às vezes muito pouco valor à vida!


Mas… por favor… não me venham com lições. Não queiram apoderar-se da minha alma…


Essa coisa de ser feliz!… Essa coisa de ser feliz… é para quem abraça o Mundo como um todo… e não pela sua metade. Todos almejam lugares bonitos para estar e viver… quando a melhor sensação que podem ter… é estarem… despidos de tudo o que a vida lhes oferece… e agradecerem serem uma coisita pequenina no meio do Nada… e que foi a Natureza que lhes ofereceu… esse tudo.


Esse «tudo» a que quase ninguém dá valor… e que… a mim… me faz feliz!…  


Essa coisa de ser feliz… conquistar tudo… em 4, 5, 20 fases! Depende um pouco da forma como encaramos os outros e o Mundo que nos rodeia.


O respeito pela nossa história… e por aquilo que somos…


Essa coisa de ser feliz… começa… e acaba em Nós. No nosso «EU».


De tudo o que escrevi… alguém me sabe dizer se eu sou… Feliz?


A vida pode ter tirado… pode ter dado… e, eu? Eu… como faço para ser Eu?


Eu que me olho no espelho e tenho forças para voltar a renascer… a ser.


Serei Feliz? O que é que os meus leitores acham?!…


 

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