Os momentos passam e… a vida continua!

*** Texto Editado por Pi Sousa Pires
Há momentos que nos surgem e… são esses momentos que nos preenchem.
E são esses pequenos momentos, bons ou maus,… que nos fazem recordar por que é que aqui estamos e até que, de repente,… podemos ter ido embora sem avisar… sem dar cavaco a ninguém e, pior do que tudo, sem sequer nos podermos ter despedido!…
São pequenos momentos que lembramos e que ficam na nossa história. Talvez por serem pequenos… não importa… mas… eles fazem parte da nossa vida inteira! Foi por um triz!… E é a vida que continua… sempre neste constante e silencioso tic-tac… neste abordar da vida como se o amanhã continuasse sempre e sempre a existir!… — foi por um triz!…
Nasci sensitiva. Sinto demais os outros — alguns outros, aqueles de quem gosto… e que merecem que eu goste deles!… Eu consigo percebê-los tão bem nas suas entrelinhas! Talvez por isso é que muitas vezes nem sequer me dê ao trabalho de falar ou de os tentar perceber. As suas palavras muitas vezes são tão insignificantes na forma como dizem… nos seus olhares… nos seus pequenos gestos… na forma em como as escrevem… que eu sei bem quem me tenta… esconder algo! Eu sei bem quem me quer bem… e também sei bem quem me quer mal!… Para isso, basta um tom de voz… um desviar da conversa… uma palavra que deixou escapar… Ou até o silêncio!… Pois.
Nasci com este dom imenso de saber o que os outros — alguns outros possam estar a sentir. Eu consigo saber… pressentir… até adivinhar coisas, mesmo que não mas digam… Não se trata de intuição… até porque esta, se a podemos praticar… faz parte do nosso raciocínio… como quem, um dia, consegue chegar à dita… «EURECA»! Não!… Nada disso!… Tudo aparece simplesmente, como que apenas juntando dois mais dois…
Falo de algo que há pouco tempo se me assumiu quase como… um pesadelo! Porque eu assumo sempre os problemas dos outros como sendo meus! E… quem não sabe desses momentos… desses tormentos… de estar na pele do outro… e não ser capaz de perceber o porquê desse pesadelo!…
Sou capaz de sentir,… de pressentir determinados momentos e muitas vezes… são como aqueles filmes violentos e até daquelas notícias demasiado tormentosas para mim. E é então que necessito de recuperar, de… «me» recuperar, rapidamente.
Falo daqueles momentos em que a vida é fértil e que se nos oferecem constantemente no nosso dia-a-dia. Alguns esgotam-nos e outros… fazem-nos renascer com a verdade do ser que pressentimos… ou que vemos distintamente, mesmo sem o ver!… e sem sequer o conhecer!…
Tenho muitos momentos na vida que me enchem de dor… e tantos ou mais que me enchem de uma imensa… de uma profunda alegria!…
A vida continua… apesar de alguns momentos… como aqueles em que… «foi por um triz!…», mas, mais importante que tudo, é que a vida continua!
Hoje, quero confessar aos meus leitores que senti uma vontade inexplicável de deixar de publicar fosse o que fosse! Os meus leitores sabem que a vontade que sinto de escrever é constante na minha vida… mesmo que apenas escreva meia dúzia de palavras ou um pequeno poema… que até pode nem sequer servir para nada… — como se fosse apenas um pegar nas letras, interagir e… brincar com elas, mas, sempre, sempre emocionando-me!…
Assim, a uma dada altura senti que… de repente, me encontrava sozinha… que me estava a faltar um pedacinho de mim. E comecei a sentir a falta de alguém que a partir de um dado momento, num passado relativamente recente e assim, quase do nada, sem qualquer razão, sem qualquer explicação… me começou a ler… e me passou a… proteger e a querer enriquecer-me, de uma forma tão gratuita… tão amável… tão generosa… — e, entretanto agora já o sei bem, de uma forma tão… sua!…
Pareceu-me, tive a sensação que nestes últimos tempos as minhas palavras lhe tinham deixado de interessar… e que a luz de quem mas ilumina estava distante… ou até quase se tinha apagado!… E, eu… completamente impotente, não tinha formas de saber o porquê! Mas… sentia, sentia que algo não estava na rota certa!… E pressenti que a forma e a pontuação das minhas palavras e a luz que elas tinham tido outrora… jamais seriam a mesma coisa…
(E, logo eu!… não tinha conseguido pressentir que tinha sido por um triz!…)
E resolvi dar tempo ao tempo… e às palavras… e a nós — os dois, que as moldamos… a nós, os dois, que permitimos que elas sejam, primeiro, as minhas… e depois, as nossas. Porque não fazem sentido serem só minhas sem esse poder de as moldar de uma forma e com aquela luz que as torna mais claras e mais evidentes.
E foi quando, ontem… de repente… percebi que as palavras, boas ou más, eram essenciais para acabar com esta dúvida que nascera dentro de mim! E senti… que havia uma esperança que finalmente se revelasse a verdade… porque eu… a tal sensitiva, sabia que existia ou tinha existido um mal… Um mal que não era nosso, não tinha nada a ver com as nossas palavras… mas sim na vida… de um de nós!
Enfim… esse momento… foi revelador!… — tinha sido por um triz!…
Por isso hoje escrevo este texto… com esta bonita frase do título: «Os momentos passam e… a vida continua!» — escolhi-a para despertar a vossa atenção!
A vida continua sim… mas, esses momentos em que mesmo sabendo que alguma coisa se passa e… em que não insistimos para ir buscar a verdade… são momentos desperdiçados.
Quando gostamos de alguém e sabemos… sentimos… que alguma coisa não está bem… devemos insistir! Devemos ir à procura da verdade — mesmo que ela nos venha a doer, ou que até seja… irreparável!…
Porque nesses momentos pensamos o quanto nos fazia falta aquela luz de quem nos lia… nos ouvia sem nos ouvir… e de quem enriquecia o nosso ser com uma luz límpida, quente, reconfortante e tão generosa… e tudo isso com uma alma não própria de simples ou fugazes momentos mas… com uma alma daquelas que são… para sempre!…
Hoje, quero voltar a dedicar as minhas palavras ao meu editor Pi Sousa Pires. Não nos conhecemos pessoalmente… mas temos família e amigos em comum… Conhecemos as palavras… o sentimento… e aprendemos ambos a brincar e a jogar com as vírgulas… com os pontos finais… as reticências — sempre a eterna reticência!… — as formas verbais e… as diversas maneiras através das quais fomentamos a verdade do que sentimos!!!!
Ele, o Pi, mais do que eu… que escrevo um texto — eleva-o ao ponto de saber melhor explicar o que na verdade eu sinto! É incrível!… É como se me conhecesse desde sempre e na minha verdadeira e pura essência. E não apaga os meus palavrões quando estou (mesmo!) irritada… ou quando teimo em ser este terrível vendaval de sentimentos…
Se existe alguém especial… para se dedicar a uma personagem como eu… esquecida neste Mundo de ladrões de palavras!!! … essa pessoa é o Pi.
É um Homem das Artes. É um homem que fascina com a forma como lê o Mundo e o que o rodeia. É um Homem de palavra… de palavras… e de cores!…
É um Homem de Momentos. É um Homem inesquecível pela verdade do ser e da alma que possui… — é um Homem de Sentimentos!…
Perceberão agora o sentido da bonita frase do título: «Os momentos passam e… a vida continua!»
Estou imensamente agradecida por esses momentos maus terem finalmente passado… e imensamente feliz pela vida que temos ainda à nossa frente para viver… e ser vivida!… E… que todos os momentos bons e maus… nos tornem, sempre, mas mesmo sempre… pessoas melhores…
Aprendi uma lição!…
Quando sentimos esses momentos… nunca os deveremos desprezar… devemos é saber, ter a absoluta certeza, de quem é verdadeiramente importante para nós!… de quem merece que tenhamos passado por esses momentos… e que saibamos o quanto deles depende toda a nossa vida!…
Bem-haja, meu grande Amigo Pi!…
Um abraço, Pi!…
(…foi por um triz!…)
Mas, a verdade... é que a vida... nos demonstra que precisamos de alguém... mas, sobretudo, que alguém precisa de nós!
Pi.. que sejam eternas as nossas palavras... mais textos para nós... Vivermos!


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