Mulher Guerreira… pois… — que outra opção pode existir?

***Texto Editado por Pi Sousa Pires
Aqueles que me veem como sou… muitas vezes usam a palavra «guerreira» para me descrever… — e algumas dessas pessoas são tanto ou mais guerreiras do que eu!…
«Guerreiros», Mulheres e Homens, são todos aqueles que têm suficiente fibra e coragem para engolir o que querem e não querem!…
Há mulheres guerreiras que não desistem dos seus sonhos… nem, sobretudo, dos valores em que acreditam!
Quero desde já salvaguardar aqui… que não escrevo com quaisquer fins políticos… dado não me identificar com nenhum movimento que defenda as mulheres! Sei defender-me a mim própria e, como já isso não bastasse, a vida… ensinou-me que quem mais luta pelas mulheres… mais ganha proveitos e, quantas vezes, menos deveres tem!…
Claro que posso dizer ou insinuar que me sinto no direito de seguir a minha própria «moda» e a de mais ninguém! Claro que posso dizer que detesto dar a ideia de me pretender sobressair através da beleza que supostamente os outros veem em mim… — essa beleza já me pode ter trazido tudo, menos a minha dignidade e firmeza nos valores que defendo e sempre defendi. Mas, hoje que a idade já me pesa e a beleza se esgota… posso… porque assim o quero… afirmar que aquilo que veem em mim como guerreira… não é mais do que… sentir que não tenho outra opção se não sê-lo!…
Em cada pedaço da minha vida… não obtive mais nada para além de ser o que sou e dar… e dar… e receber a mágoa e, quantas vezes, a injustiça grave e profunda… ou a maior das desigualdades, a juntar à maior das desilusões!…
Mas sempre, sempre mantendo comigo aquela firme necessidade de manifestar o meu ser… na esperança de que me compreendessem. Mas o Mundo é errático, cruel, ingrato… e tem sempre o seu umbigo atento, pronto, ávido para… desfazer… torturar… diminuir.
Sempre fui uma mulher que se entusiasmou com a aprendizagem… — quero sempre mais… saber mais! Ultimamente a vida tem-me ensinado a velha máxima do mundo atual: uma pessoa dizer… reforçar… ensinar… mas não o fazer!… E reparo que alguns «mestres» de hoje não passam de uns autênticos palhaços!… Outros há que se esforçam, que lutam… mas… a triste realidade é que existem palhaços um pouco por todo o lado e… o que parece merecer a melhor das atenções do mundo… é aquele ego inútil e vagaroso… que faz com que o Mundo… continue a definhar!…
Injustiça atrás de injustiça… parece que me querem nesse constante rodopio de merda atrás de merda… Mas eu não sou Mulher de destronar os todo-poderosos com caprichos de valores… valores de honra e palavra!…
Pouco me importa esses seres… — não os irei seguir, nunca!… Jamais deixarei que a minha vontade de lhes fazer ver onde erraram… persista na minha vida! Não estou cá para perder tempo a tentar educar quem só pensa no seu próprio umbigo… quem nasceu e viverá sempre com esse peso morto dentro de si!…
Barriga e ego de qualquer um que se ache maior e mais que os outros… — que Mulher guerreira o poderá fazer?
Que opções lhe restam perante a desgraça de ver o Mundo ruir nas mãos de quem quer ser dono e senhor do Mundo? Nenhuma opção!… E não lhe restará mais nada a fazer senão… voltar ao seu ninho… chorar… chorar até que se forme um rio cujo caudal a poderá fazer sair dessa teia nojenta onde um dia quis aprender a saber sobreviver!…
Pois… a desilusão é sempre tão grande… que… a Mulher Guerreira… fecha-se no seu próprio ninho… enrola-se de novo nos valores que a sua vida representa… tais como… honra, palavra, sacrifício, lealdade… e… esperança… e então volta a acreditar e a renascer… sabendo entretanto que riscou mais umas quantas pessoas que não lhe ensinaram a ser melhor…
E sabendo que rejeita completamente seres mesquinhos e arrogantes… volta a ser!…
Não existe outra opção. O Mundo não lhe dá outra opção senão voltar a SER.
Infelizmente, perante tantas e tão graves injustiças, ela passa a não ACREDITAR…
Todos falam como se fossem senhores da razão!…
Eu ouvi… passei horas e horas a ouvir determinadas palavras que… hoje… não servem para rigorosamente nada!… Não passaram de meras palavras!…
E atitudes? Atitudes que revelassem o que as palavras sentiam? Nada!… Zero!…
Esses seres são tudo menos esperança no Mundo!…
A maior parte das vezes as palavras encontram-se tão longe das atitudes… que eu só manifesto vontade de voltar o mais rápido possível para o meu casulo e aí, sim,… renascer!…
A mesquinhez… a vontade de aparecer e mostrar sucesso… continua a ter um peso enorme!…
Nunca me passou pela cabeça ser o que não sou. Adulterar as palavras, sem que estas estejam em conformidade com as minhas atitudes…
Sou o que sou. Mulher guerreira, sim… mas nunca foi preciso menosprezar os outros para conseguir ser o que sou!… Ou… adulterar as minhas palavras… para justificar eventuais atitudes, segundo eles, menos dignas!…
Não tenho outra opção senão sobreviver neste Mundo de mentiras… onde quase tudo… não passa de uma mera montagem destinada a que só alguns possam realizar-se.
Quanto aos «mestres»… guardo poucos na minha vida!… São aqueles que me ensinaram o valor de reparar nos outros… de os incentivar… de os tentar melhorar e de os ajudar!
E assim, sim… renasço… — e não há outra opção!…


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