O meu conselho para uma geração do Mundo

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*** Texto Editado por Pi Sousa Pires 


Muitas vezes comparo a minha geração com a geração dos meus filhos ou com a geração dos meus pais! Isso acontece, porque procuro sempre respostas… e porque acredito que nada acontece por acaso.
Gosto muito de... ir buscar histórias antigas e de tentar… encontrar respostas.
A minha geração é muito diferente da dos meus pais, da dos meus avós… para já não falar da dos meus bisavós… e por aí fora… Pois foi assim que, sucessivamente, se foram criando novas formas de vida. É a tal dita e famosa «história» de Charles Darwin… e da sua teoria da evolução! Há cerca de 160 anos este Senhor… publicou a sua teoria no conhecido livro «A Origem das Espécies».
Já se imaginaram por acaso a viver nesse tempo? De quantas observações ele precisou para concluir a sua teoria? Daquilo que ele nos deixou… quantos não foram os que pegaram no seu trabalho… e evoluíram? Sim… fomos sempre evoluindo… mas também perdendo sentidos… perdendo… referências… e o saber ver… E até chegarmos ao ponto de perdermos… o que mais nos pode fazer evoluir… — a nossa vontade de aprender!
Há uma pequena história que tenho de vos contar.
Sempre fui uma menina que, primeiro adolescente, depois jovem… agora mulher… aprendeu com os grandes! Os nossos antepassados — os que viam o Mundo como eu hoje sinto que o precisaríamos… o deveríamos ver.
Tirando os meus filhos, sempre fui uma miserável em termos de dedicar alguma atenção a alguém, sim… uma miserável ao não dedicar a devida atenção a quem dela necessitasse… Eu também a queria para mim… sim… mas, quantas vezes senti que ma davam por… necessidade ou apenas por… ser suposto dar! Ou se recebe do coração, ou… então não, pelo menos para mim, não faz qualquer sentido… receber qualquer atenção, seja ela de que tipo for.
A vida sempre me autorizou… a abdicar de algo que me pudesse ferir ou magoar. E assim aprendi a… desapegar-me… Lendo Fernando Pessoa… por exemplo! Aprendi que as nossas respostas muitas vezes estão para além daquilo que queríamos ou imaginávamos… Que há… aparentes certezas que, afinal de contas, nos moldam de uma forma errada. E que, de tanto procurar certezas… acabamos cegos e não as vemos!
Só que… as certezas encontram-nos… quando menos as esperamos…
Só que, muitas vezes, já é tarde… e quantos não sentem que erraram ao deixarem que a vida fosse por eles… simplesmente… passando? Quantas vezes não conseguimos ter certezas na hora certa… seja porque permanecemos demasiado ocupados em olhar para outras coisas que pareciam apresentar-se como verdades para nós… ou porque facilitámos demasiadamente a nossa vida… ou porque não quisemos… ou porque fingimos não perceber os sinais que ela nos dava… nos oferecia…
Pois… e tudo porque estamos quase sempre mais ocupados com o nosso umbigo… que é sempre maior… «muito maior», claro… do que todos os outros umbigos que nos rodeiam!… Pois é…
Somos sempre o ser… aparentemente ocupado e meticuloso em tudo! Mas acabamos por nos… transformar numas «grandes bestas» distraídas num mundo… naquele mundo como o dos dias de hoje… em que se julga que se sabe sempre tudo e de cada vez mais… e se pesquisa… em vez de se procurar… para, de facto, se conseguir encontrar!...
E… aí está… o que é ser-se uma alma antiga?... É ser uma alma que se sente sozinha, isolada e diferente desde o dia em que nasceu!... As almas antigas possuíam uma visão de vida completamente diferente… Atrevo-me mesmo a dizer que eram mais amadurecidas relativamente às novas almas que vamos encontrando nos dias de hoje... As almas antigas sentiam-se bem com outras almas… porque eram, também, solitárias… e então tinham vontade de conhecer, de saber a verdade… e, sobretudo, de partilhar conhecimentos e de terem a certeza de que todos os dias eram dias para aprender…
As velhas almas eram… sensíveis… espirituais… e procuravam, mesmo perante a maldade… promover no Mundo a paz e o amor… E usavam o seu Tempo de uma forma tão sábia! E já tinham a clara noção de que o Tempo… é demasiado importante… e que passa a voar!... E já sabiam que existiam lembranças de um tempo que não era o delas e que tinham de saber lidar com isso. E sabiam aprender… e sabiam o que é o silêncio… E percebiam muito bem por que deviam observar… estar atentas… e apreender todos os pormenores que o Mundo lhes proporcionava…
Há almas que… não sentem medo da visão atual do Mundo, porque não dão importância aos detalhes… como manifestações públicas contra o que se fez ou o que não se fez… Almas que não são materialistas! E que sabem que isso… não lhes vai devolver a alma de antigamente!
Uma alma antiga… viveu seguramente uma infância lutando por quem é! A idade… as rugas, o aspeto… são sempre encarados como uma vaidade dos outros… Uma alma antiga… sabe, sabe sempre… que pode estar enrugada… mas que, mais importante do que as rugas, é o facto de ter sido sempre fiel… aos sinais que a vida teimou em lhe oferecer… em lhe escancarar…
Mas… cada um recebe-os à sua maneira…
Na conjuntura atual… sinto que há tanta, mas tanta gente que não conseguiu ainda perceber os seus sinais…
Por causa do vírus COVID-19!!!!... o Mundo parou… e passou a falar-se de tantas coisas que o Mundo precisava! Sim… isso também é verdade!… Nunca ninguém tinha parado… E já só se quer recomeçar de imediato… tudo… e voltar tudo ao mesmo… Como se nada tivesse acontecido!... E sem sequer terem conseguido reparar em nada!...
Praticamente todos, em todas as gerações… se acomodam com o bem-estar… mas é um bem-estar que nem sequer sabem muito bem o que seja!...
Tudo parece ser um jogo do gato e do rato… desde que «a minha» vida seja sempre melhor do que «a tua»! Este é e sempre será o problema de todas as gerações… E o pior que pode existir em todas elas!
A sede de uma aparente evolução… a fome desvairada de conquistar… de encontrar tudo o que possa facilitar a vida! E de conseguir encontrar o que seja sempre menos exigente para nós… o mais fácil, de maneira a poder-se ter mais tempo… mas… mais tempo para quê?!
Se querem uma vida mais fácil, com menos exigências… com um maior bem-estar… já pensaram? Onde é que… «por acaso»… poderia entrar a Natureza… o Mundo limpo… e as virtudes da Humanidade?
Há crianças que continuam a não ter pão… e nós… estamos fechados em casa… para tentar não sermos contaminados por um vírus… Mas… salvar vidas de crianças que morrem à fome, todos os dias? E que lhes interessa salvar espécies de plantas que poderiam vir a ser a chave para novos medicamentos… ou de animais… que… acabam por ter de se adaptar aos nossos modos e às nossas modas… para conseguirem sobreviver!
Pois… só que, com tudo isso… fomos desaprendendo de Ver. De Observar… De focar o nosso olhar suficientemente bem para… ver!
E desprezamos constantemente tudo aquilo que poderia servir de base… de suporte… Tudo o que poderia vir a florir…
Não sou contra a evolução… bem pelo contrário! Sempre assumi os meus erros. Mas também sempre aprendi a evoluir… só que nunca da maneira mais fácil…
Sou uma alma… à antiga. E aqui deixo o meu conselho…
Não procurem o bem-estar, só pelo bem-estar fácil… o do aqui e o do agora.
Procurem perceber a dor de uma criança que pode ser… que acaba por ser… nosso(a) neto(a) ou bisneto(a)…
Procurem entender a vossa família… e todas as capacidades que possuem para se adaptarem com muito menos do que poderiam… e mereceriam ter…
Sempre existiram desigualdades. É claro que sim… Sempre houve os que nada têm… e que se sentem injustiçados… perdidos… e, quantas vezes… sentem que morrer até talvez… lhes pudesse ser permitido… face a tanta dificuldade de quem vive numa situação… tão difícil como a dos dias de hoje! E privados de trabalhar e… de receber!
Mas há quem continue a fazer dinheiro do dinheiro… e a ter vaidade… por o ter… e por o saber fazer… só que… sabe-se lá à custa de quem!...
Por colocar em público a desgraça alheia e ainda achar que faz serviço público… quando, afinal, aquilo que quer… é ter protagonismo… é vender «a sua» imagem!
O meu conselho… é que ouçam a palavra… que vos é mostrada diariamente… e que percebam realmente a vossa «raça», a vossa «estirpe», a vossa… «alma»…
E vejam… vejam, mas com olhos de ver… o que há neste Mundo para VER!
E «verão» que a vossa atitude… de alma antiga, ou não,… será diferente…
O mal deste Mundo… é… toda aquela vaidade… que os vossos olhos vêem… e que tantos e tantos almejam!


«Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.»
(João 7:24)


 


 


 

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