E como nunca perguntaste, nunca soubeste…

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*** Texto Editado por Pi Sousa Pires 


Muitas vezes não precisamos de fazer perguntas… até porque, muitas vezes,… já sabemos as respostas. Outras vezes… nem queremos saber… Seriam respostas sem importância e… sem conteúdo!
Quando não queremos saber as respostas…. porque nos podem vir a desiludir… as perguntas acabam por se tornar difíceis de fazer. E, assim,… quantas vezes essas perguntas ficam sem resposta?…
Sempre me questionei a mim própria… e não ao meu próximo… por que razão as pessoas… ou assumem o que dizem, ou então… não passam de meros mentirosos que acabam constantemente por cair em contradição!
Sempre ouvi dizer que… «mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo!».
Acontece que… nem todas as pessoas são sinceras! Há as que mentem só para ficarem bem na fotografia… para não perderem o que, para elas, pode vir a ser uma esperança na vida!
Pois… eu não faço perguntas. Sim… É verdade… Quantas e quantas vezes não as faço! E não as faço… porque já imagino as respostas. Muitas vezes o nosso dia foi demasiadamente grande e ocupado para desejarmos ter um amigo com quem falar… só que… quando decidimos perguntar… a maior parte das vezes já sabemos qual a resposta que nos vai dar… — só para nos despachar!
Eu, sinceramente… deixei de ser aquela amiga que se preocupa a toda a hora. Quem é verdadeiramente meu AMIGO sabe que… não preciso de perguntar nada… porque o meu papel, como verdadeira Amiga, é o de ouvir…
Mas, aqueles que acham que são meus amigos… não entendem isso… — querem que eu lhes pergunte! Mas perguntar o quê e para quê?… Se não existe sinceridade!… Se tenho a coragem de os confrontar com a verdade… é mais que certo que… vem logo um relambório de histórias para me partirem o coração! E… como toco na ferida… a má e a incompreensível… acabo por ser eu!…
Vivi quatro anos de violência psicológica… e sei muito bem aquilo… de que um ser humano é capaz para conseguir que não seja ele o culpado… seja lá do que for!
Porque, claro está… voltamos sempre ao mesmo: ninguém assume os seus erros e têm sempre uma desculpa na mão… só que nunca é sincera… nem verdadeira!
Então?… Terei de ser sempre… sempre só eu a ter de… assumir os erros e a calar-me?
Se me tivesses perguntado… até porque, em certas situações, consigo ver a tua verdade… não teria sido necessário ser eu a única a quem fazer perguntas!
Não vejo por que tenha de ser eu a perguntar seja o que for a quem invariavelmente cai em contradição e é um mísero ser sempre demasiado ocupado com sonhos cor-de-rosa… um ser infeliz que apenas tenta aproveitar-se da minha benevolência e da minha verdade para tirar partido delas!
É por isso que já nem quero saber daquelas perguntas que vos queria fazer!
Se as respostas não são sinceras… para mim tornam-se inúteis… De tão falsas que são… acabam é por enobrecer esta minha mania de preferir estar só.
Só… Uma solidão minha, mas não de mim! Uma solidão que acabo por gostar de ter! É mais uma solidão… assumida… pensada.
Magoam-me as intenções escondidas… e a falsa verdade que reside em tanta gente!
Mas, afinal… Querem-me como amiga e não fazem sequer uma pequena ideia de como eu sou? Pois…, também nunca perguntaram… e terão assumido que eu também sou como eles!
A minha vida tem sido uma imensa mágoa por vos sentir, na maior parte dos casos, como seres falsos, traiçoeiros… e devedores de honra. Porque é que vocês não se capacitam deste dom muito especial com que nasci!… E que eu até nem queria!…
Sei muito bem que muitas das pessoas que leem este blog sabem do que falo… — felizmente elas compreendem esta dor de perceber… de sentir… esta mágoa imensa de saber que a maior parte das pessoas não são totalmente sinceras!
Chegada a esta fase da minha vida… — depois de ter ouvido muitas pessoas… e de as ter sentido… — sinto de cada vez mais esta necessidade de estar sozinha… de precisar de ter longos momentos para conseguir recuperar… todas as forças de que tive de me valer!
E a minha dor é imensa quando constato que muitas pessoas são tão contrárias àquilo que demonstram… e, sobretudo, relativamente a tudo o que poderia sentir por essas pessoas…
A vida sempre me magoou… talvez por eu ter nascido assim. Há quem me fale disso como sendo um dom… mas eu sinto-o como uma faca que se me espeta… e me fere profunda e constantemente!
Até aqueles que não gostam de mim… nunca de mim ouviram uma única inverdade acerca da minha vida! Sempre fui um livro aberto… sempre fui sincera comigo… e com toda a gente!
Afinal, mas por que razão não conseguem honrar a vossa própria verdade?
A dificuldade em viver sabendo da vossa verdade… convertida em mentira… sempre me magoou tanto!
Contudo, sempre tive forças — e só eu sei onde as fui buscar!… Esta força de viver e de conseguir suportar as adversidades sempre foram características muito inerentes à minha pessoa…
E então, talvez, a partir de agora… passem a perceber-me melhor… talvez entendam algumas das minhas atitudes… e, também, desta minha enorme necessidade de por vezes querer estar só…
Podem começar a pesquisar em: https://www.psychalive.org/empaths/


É que… se nunca perguntaste… nunca soubeste!…

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