Quem sou eu nos dias de hoje?

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*** texto editado por Pi Sousa Pires 


Nos dias de hoje? Quem sou eu?... Ninguém!
É qualquer coisa de muito estranho as atitudes que as pessoas têm. Tal como é estranha a forma em como se relacionam… estranha a forma em como se deixam levar pelos influencers… com estrelas que acumulam dinheiro e mais dinheiro e sucessos atrás de sucessos… à custa de um povo fraco.
Quem sou eu nos dias de hoje?... Ninguém!
Eu trabalho dia-a-dia para conquistar, pulso a pulso, degrau a degrau, os sonhos e os objetivos que vou traçando… Mas nunca, nunca desisto… e, sobretudo, nunca passo por cima de seja lá quem for para os conquistar… Vou sendo eu… no meu dia-a-dia… esta Maria-Ninguém que nunca se deixa influenciar por ninguém! Que tem voz e vida própria… que as únicas coisas que possui de grande valor são as pedras que recolhe… as pedras que contam a sua história e que… por isso, ninguém as tente levar!!!
Sou alguém que se acalma e se protege fazendo do seu dia-a-dia sempre um dia de partilha… de ajuda… e sempre com um sorriso para quem dele necessitar…
Não sou ninguém. E, ao mesmo tempo,… sou como tantas outras pessoas que se sentem exatamente como eu…
E fico pasmada com tantas e tantas coisas que vou vendo… e que me levam a pensar no futuro dos meus filhos. Já não há assim tantas pessoas que valorizem e respeitem os princípios, os valores. Um dia publiquei no meu blog um texto a que dei o título: «Honra. Que palavra é esta nos dias que teimamos viver?»
Pois é!... A Honra (sim, merece ser escrita com «H») é seguramente um dos valores mais fracos e que já se pode considerar como quase inexistentes… nos dias de hoje.
E… a honra de uma filha ou de filho manchada pela desonestidade de uma mãe ou de um pai? Como é que é possível? Onde vai parar esta sociedade que caminha para tudo… que tudo arrasa à sua frente,… que vive da mentira dissimulando o que não se é… que apenas pretende conquistar com todas as armas possíveis ao seu alcance aquilo que não possuem?… Onde chegámos?... A que ponto chegámos?...
Que momento é este em que vivemos?
Não sou ninguém nos dias de hoje… e, com estas «regras» deste «jogo sujo», nem quero ser! Se querem que eu seja tudo menos eu… para dessa forma atingir os «pobres de espírito» e os «menos capazes»,… esqueçam… prefiro viver assim, devagar, honestamente, pulso a pulso, degrau a degrau, a ter de manchar a minha alma usando táticas ou «truques» ignóbeis, tais como: «– Chegaria a mais seguidores se falasse acerca de como fulano ou beltrana se vestem!», ou… «– Chegaria a mais seguidores se fizesse uma crítica feroz acerca de determinada pessoa.», ou então… «– Chegaria a mais seguidores se quisesse usar e publicitar as botas ou a roupa da Cristina Ferreira!»…
Mas… o quê? É assim tão fácil? Querem mesmo que eu me dedique a tudo aquilo em que não acredito? Querem mesmo que eu seja uma influencer… e que passe a abordar temas e a criticar pessoas sem a mais pequena ponta de ética, honestidade,… honra?
Não! Jamais enveredarei por esse caminho! Quero verdade em mim… e pouco me importa se alguém se apresenta mal vestido… É que, se esse «alguém» for boa pessoa… não precisa de candeeiros enfiados no cabelo para irradiar luz.
Essa luz que a sociedade de hoje apaga constantemente e… de uma forma tão fácil – basta um simples clic… És notícia? Julgas-te diferente e a precisar de atenção… fora figo! Vai lá tentar influenciar essa meia-dúzia de parvos que querem ser diferentes no Mundo! Deixa-te de valores e de ponderação… alinha é na mesquinhice… projeta lá o que não és!
Não!... Muito obrigada!... mas não! Prefiro não ser ninguém e agarrar esta minha forma de ser e de estar na vida… não por mim… que por mim… sou imensamente Feliz por guardar neste pedacinho de coração que me restou… os valores que me foram transmitidos por pessoas importantes. Pessoas que me moldaram e me ensinaram a lutar, de dura luta em dura luta… de degrau em degrau, por aquilo em que acredito e que hoje sou.
E… olhem… ninguém mais do que eu defende a Natureza. Defende algo maior do que nós… só não preciso é de me destacar com merdas… com esta ou aquela forma de vestir… ou com discursos… mudos! E que não ouve os outros e que não se tenta adaptar e compreender… Se eu... defender de forma errada... nunca ninguém aceitará a diferença.
Por isso… hoje… nestes dias de hoje… quem sou eu? Ninguém!
Não é por não gostar de isto ou daquilo que eu vou proceder de forma diferente, só para chamar a atenção do povinho!
Eu acredito que no Mundo ainda há pessoas sensatas, verdadeiras e autênticas. Sim… é claro que sim… essas pessoas ainda existem. Só que não se distinguem pela forma como se vestem… ou pelo grande alarido que criam… ou pelo espetáculo da notícia que gera milhares de visualizações…
Fernando Pessoa escreveu:
«Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?»


No seu «Poema em linha reta», Fernando Pessoa expõe-me… Mas quantos nesta vida se podem expor assim?


Pois… Nestes dias de hoje… sendo assim… não sou ninguém.


Mas se existirem influencers que queiram saber o que significa tudo o que andam a fazer… terei todo o gosto em lhes explicar quais os verdadeiros valores que verdadeiramente lhes faltam…


Honra… Nobreza… e outros…


E, se ainda continuarem a existir famosos e famosas… que queiram a minha opinião… dir-lhes-ei, abertamente, cara a cara, que… não é a ganhar com o coitadinho, que continuará inexoravelmente coitadinho na vida… que eles podem pretender continuar a mudar o mundo…
Há outras formas de mudar a vida das pessoas… não sejam egoístas… não pensem no vosso umbigo!
Aparece mais um desgraçado… e vocês… aparecem logo… fingem sentir muito… até choram… mostram-se preocupadíssimos… por vezes até oferecem!!! Oferecem… só que tudo isso não passa de mera publicidade… vocês nunca dão nada que verdadeiramente preste a ninguém…
Pobres… é o que vocês são!


Quem sou eu nestes dias de hoje?
Uma espécie em vias de extinção…
Ninguém.
Mas o que sou, seguramente, é alguém que acaba por fazer mais do que aqueles que nada fazem… e que acham que fazem muito!
O nosso equilíbrio… está na nossa paz interior e nos nossos argumentos que devem ser sempre mais elevados do que a nossa própria causa…


E… há argumentos… que o silêncio lamenta… e eu… também.


 

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