"Que valor te dás?"

Que valor te dás?
Quem são as pessoas que permites ter na tua vida?
Elas mostram-te o valor que tens... ou simplesmente negam o que és... e, de vez em quando te dão motivos para desconfiares... Esta pessoa não sabe o meu valor!
Pois, de quando em vez... somos confrontados com pessoas que permitimos entrar na nossa vida... só estamos a mostrar a nós próprios... que as permitimos... em busca de algum valor que possam eventualmente ter... no fundo, no fundo, todos nós atribuímos valor a alguém. Nós permitimos ter essa incógnita... nós permitimos o perigo... nós... permitimo-nos sofrer com as consequências de uma desilusão.
No fundo, damos tanto valor aos outros... que esquecemos do nosso próprio valor. Quando somos nós para outra pessoa... devemos ter sempre em atenção de que esse valor que mostramos... não é suficiente para dar valor aos outros... e, aí... sofremos todas as consequências de permitirmos alguém entrar no nosso modesto mundo.
Todos os que conheço... se desencantaram com alguém... uma, duas, três... mil vezes... alguns, mais caprichosos de que a vida é para viver... e perdoar sempre! Pois... todos os que reparam no valor dos outros, devem em primeiro lugar estabelecer o seu próprio valor.
Depois, ir pedra a pedra, baixando os muros que construímos face à experiência brutal que a vida nos deu!
Que valor te dás?
Eu, falo por mim e por muita gente que eu gosto de ter na vida... Todos nós, desabafamos uns com os outros e, chegamos a uma conclusão... Há pessoas que não vemos muitas vezes... há pessoas que nem precisamos explicar nada do que sentimos... nada do que passamos na vida... porque essas pessoas não esperam que eu lhes dê valor... esperam que eu as compreenda... que dê a minha opinião... sem estragar nada do que são... do que construíram... de como conquistaram! Não importa. Há pessoas que são permitidas na nossa vida... que não são desenganos, não são máscaras, não são aquelas que permitimos... são aquelas que a nossa alma aceita exatamente como são. Não há tempo para ponderações... simplesmente elas são a nossa vida... porque há uma ligação ao que desconhecemos, à forma como reagimos... nunca mas nunca seriam necessárias interpretações burlescas e descabidas.
Todos nós vivemos em sociedade. Uns têm o poder de ter carta branca para nos sujeitar às piores desilusões.. porque nós permitimos esse tipo de gente... continuamos a tentar dar-lhes um valor. Valor temos nós que permitimos isso... mas, não vemos e nem queremos ter esse poder de ser inventivos, de ser maquiavélicos, de ser estrategas... Simplesmente, queremos viver. Simplesmente queremos confrontar a vida com a sua própria verdade!
Que valor te dás?
Que valor me dou? O valor de ser sempre eu e levar com todo o tipo de esquemas, de interpretações, de desconhecimento, de pouca liberdade.
Estranho os que permiti na vida... aqueles que leêm as minhas palavras da forma como eles são... e, não leêm as minhas palavras! De certeza.
Dos Estados Unidos recebi uma mensagem... que me levou a escrever este artigo...traduzido: "Para a conhecer devemos ler nas entrelinhas. O seu esforço para ajudar os outros é um ato de coragem. Os mais próximos de si podem interpretar de forma a não atribuir-lhe o valor que tem. Gostava de um dia ler o valor que dá a si própria."
No fundo, esta leitora, precisa de saber se eu... numa página com o nome que lhe atribui... "Minha vida a nú..." se, sou capaz de erguer a minha vontade de ver os outros atribuirem-me o valor que lhes dou... face àquilo que eu tento que eles vejam que sou.
Pois bem... em primeiro lugar, o nome da minha página é o nome de um livro não publicado que escrevi algures no tempo. Que os meus avós quiseram que eu publicasse... mas, na altura, só eles perceberam as minhas mensagens ao Mundo... daí, nunca ter aceite oportunidades... daí, me ter dedicado a escrever para outras pessoas. Daí, essas pessoas, me permitirem eu escrever sem regras ou medos... me disseram... que de tanta coisa que eu vejo a acontecer... eu deveria fazer uma mistura daquilo que eu sinto, com o que vejo acontecer e... com o que as outras possam pensar de mim... pegar num papel e escrever sem temas estruturados, sem pontuações... eu, deveria escrever o que sinto que o mundo quer saber...
Que valor me dou? Muito. Eu, gosto de ouvir algumas músicas... mas, apreciar as letras... me enchem de orgulho! Eu... gosto de abrir um livro... e apreciar... a criatividade... a forma como estabeleceram regras... mas, sentir a emoção... do tal "poeta é um fingidor"...
Não me escandaliza nada... que tenham interpretações... que essas sejam as erradas! Escandaliza-me muito... não lerem as entrelinhas... e acharem... que têm poder para me interpretarem... ao ponto de uns.... quererem logo de imediato... responderem... outros... guardarem o que entendem... à espera que eu, um dia... possa retirar todas as sombras deles próprios... e ser luz.
"Há quem tenha medo de falar..
Há quem tenha medo de sorrir..
Vejam.. Há os que têm medo de chorar
Há ainda os que não temem mentir!
Há quem tenha medo de viver..
Há quem tenha medo de gritar!
Reparem... Nos que só querem esquecer!
Atenção aos que só querem lembrar!
Mas que pedaço de alma é a minha!
Que não tenho medo de nada!
Olho para a lua sozinha!
Enfrento escrevendo a madrugada!
E assim.. Há quem viva intensamente!
Medo de sentir a emoção?
Desses aí.. Recordo vagamente!
Para que querem eles o coração?
Não me consigo esconder..
Chorar, sorrir, gritar, seguir!
Assim é do norte esta mulher!
Medo tenho é de mentir!
Firme para o que der e vier!" Claudia Tavora n Solidão minha não de mim
A todos os que nem preciso ter algum valor.... porque sabem... que eu, não vos atribuirei valor... nem permitirei algum valor... vocês... são. Sem interpretações, sem histórias... palavras... são palavras... elas devem existir. Num caminho de compreensão mútua... feliz daquele que tem respostas... face ao que sabem ler nessas entrelinhas!
O valor que eu me dou... será sempre aquele... que me permite dar as respostas... a quem entende errado... nunca saberei quem de facto entende... porque até pode ter estado na minha vida... mas, eu nunca deveria ter tirado pedra que fosse do meu muro... para lhe atribuir o valor que manifestamente... está à espera que eu... lhe dê.
Felizmente, tenho pessoas na minha vida... que entendem as entrelinhas.
Pessoas, em que o sentir... deve ter uma justificação.
Nada acontece por acaso. Há gente demasiadamente ocupada... que Lê... e re-lê... sem olhos de reparar....
Que valor te dás.... para tirares pedras no muro que a vida te fez construir?
Não sejam parvos. Há quem anseie tanto por um valor. Nós temos sempre que dar valor a quem não faz ideia! Só aqueles que não nos interpretam com olhos mesquinhos e egoístas... entendem o que somos... porque o somos...
Não, não temos qualquer valor... quando... apenas o que podemos valorizar nos outros... é tido como uma obrigação. Como se nós... fossemos apenas... aqueles que têm de dar tudo!! Como se a nossa vida precisasse tanto de valorizar... quem...nunca nos valorizou.
Que valor te dás? Nenhum. Pelos vistos, valorizamos sempre... quem não merece que permitamos baixar os nossos muros e viver!
O nosso valor... nunca deve ser interpretado. Deve ser sentido. E.. seremos só e unicamente interpretados nas entrelinhas... mas, também.. nas palavras que dedicamos aos outros no nosso dia-a-dia... mesmo quando estamos na merda.... se somos capazes de valorizar os outros quando a nossa vontade é de os mandar para a p"#% que os #$%&/!
Esse é o nosso valor... dar... a chance de tirar uma pedra do nosso muro... mas, nunca retirar todas as pedras....Não valemos muito. Mas, valemos o que somos.
Não esperamos interpretações erradas. Esperamos quem diz que diz que sente... sem necessidade de valorizar pormenores.... de nos colocar à prova em relação ao valor que lhes damos... Alguma vez... essas pessoas com essa necessidade... valorizaram fosse o que fosse? Ou... continuam lá... nós sabemos onde estão! .... que valor? Nenhum. Porque seremos sempre nós a justificar... a dar para confirmar.... a responder sem hesitar... sem ponderar...
Há pessoas... que não sabem valorizar o que lhes damos...diminuem o nosso valor... porque... não sentem... não sabem... e, possuem a ridícula vontade de dar-mos provas...
termos de provar o nosso valor de valorizar e sentir os outros....
Que valor te dás? ...
O valor que me dão... me retribuem.... vou construindo muros e retirando pedras... porque também tenho direito de vos ler e reler... da mesma forma como o fazem comigo.
Que valor te dás? Quando alguém te diz... "fazes parte da minha vida"... e..tu respondes... vou estar sempre aqui... como sempre estive... para o que precisares...
Como sempre estiveram? ... quando? E... as minhas palavras são lidas e relidas?
Não há nada a perceber... Excluo da minha vida quem precisa de valor e não valoriza.
Ponto final.


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