"Amar é dar a alguém a paz que o mundo tira."

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Cada um de nós tem a sua história. A minha, só minha, eu sei...eu, só eu, eu enfrentei... 


Das maiores coisas que conquistei na vida... elas foram voando face ao que eu destinei que seria bom que acontecesse. Ninguém deve seguir no mesmo barco que com um buraquinho se vai afundando...os que comigo fazem a travessia devem ganhar as suas próprias asas. Devem voar e alcançar o que lhes é devido... 


É fazer de tudo para que a vontade de voar seja o que nos faz acordar dia-a-dia. Quem aprende a voar...não mais quer ficar num barco que segue em frente...mas, devagar. Quem sabe voar...não pousará mais num barco que segue... que se aguenta forte. 


Assim, é o amor na vida de uma mãe. Mais do que estar num barco com o mísero buraquinho... sempre com medo do alto mar... uma mãe... deve cuidar para que os seus filhos aprendam a voar. Quando aparece uma tempestade... ou... uma onda mais forte... o nosso barquinho é frágil demais... mas, as asas que oferecemos.. podem ser as mais fortes que alguma vez existiram. 


O Mundo tirou-me a paz por diversas vezes. Eu, retribui a paz... sem saber, às vezes, como o fazer... o amor era tanto... que nada me fazia desistir de oferecer a paz... o amor que permitia... fortalecer as asas... e, saber que poderiam voar... sempre que uma tempestade se aproximasse. 


A minha vida... é como a de tantos outros. Eu, reajo de uma forma diferente talvez. Gosto que o meu barquinho...com o buraquinho... vá ajudando todos na travessia... mas, se aprenderem a voar...eu não fico só no barquinho... eu tenho os meus olhos postos no céu... 


Lao-Tse disse: "Ser profundamente amado por alguém nos dá força; amar alguém profundamente nos dá coragem." 


Já o disse muitas vezes, mais do que a saúde e a força... não me falte a coragem. Esta palavra, coragem, depois do orgulho, é a palavra que me vai dando vontade de ir tapando o buraquinho do meu barco.... Eu amo demasiadamente e profundamente... a minha coragem surge assim e sempre! O meu orgulho, de ter este barquinho tão frágil, que permite aos outros terem os seus sonhos e saberem voar, é tão maior do que eu! 


Eu viro a cara em direção à tempestade... eu proponho-me oferecer a paz... amar, dá-me essa coragem. O orgulho me permite... não voltar a olhar à calmaria do mar... o orgulho não me desaponta. Não me faz fraca. E... se força existe... não é por saber que me amam... é por saber que o meu orgulho me permite não olhar para o fácil... não será assim que eu, amando poderei devolver a paz que o mundo tira. Nunca ninguém me amou... ou ama... o bastante para eu oferecer os meus remos.... eu, remo sozinha. 


A vida me fez acreditar que a paz que eu possa oferecer é suficiente para medir a força que eu possa ou não ter.... Aqueles que me amam... rejeitaram tantas vezes a minha coragem e... nunca perceberam o meu orgulho. Nunca aceitaram... que eu não quero olhar para trás. Apesar de lá bem atrás... poder estar a paz que também mereço... 


Todos os que embarcaram no meu barquinho... não precisaram de mergulhar... não precisaram de estar ao meu lado dia-a-dia... a encontrar formas de tapar o buraquinho do meu simples barquinho de travessia... quando chegaram à outra margem...não olharam para trás... quando o meu barquinho ficou à deriva. 


Ninguém...me fez um remos novos... ninguém remou por mim.. quando chegava orgulhosa a casa depois de mais uma travessia dificil. Ninguém acumulou coragem... ninguém... sabe o que é dar a paz... que o mundo tira. 


Todos querem é atravessar para a outra margem... todos querem aprender a voar.... 


Não percebem o meu orgulho?


Voltar atrás... virar a cara para a calmaria? Para o que é fácil... mas, saber que não é paz que me oferecem... é a paz... que precisam que eu... dê. 


O meu orgulho, a minha coragem não vão desvanecer... vou sempre ajudar quem quer atravessar para a outra margem... quem quer voar. Mas, no meio deste mar onde me encontro... não esperem que eu olhe para o horizonte que não me trás a paz... que eu, orgulhosamente, sinto que mereço face à coragem que tive de vos levar ao vosso porto de abrigo. 


Eu, vou continuar a minha travessia... dando a paz que o mundo tira. 


Pouco me interessa se entendem a minha forma de estar... de vos explicar o tanto que vos amo por cruzarem a minha vida... e por alguns metros... não aceitar que mergulhem no mar desconhecido... porque sei que o vosso orgulho vos leva a uma paz que obrigam os outros a dar... Não são orgulhosos do que podem conquistar e das asas que permitem aos outros ter. Não vos reparo qualquer coragem... porque... eu, eu, continuo a remar num barco que eu tive de aceitar... não o escolhi, deram-me... um... barquinho para eu... tentar continuar a ser eu! mas, vocês... não aceitam... vocês querem ser os timoneiros... mas, na tempestade... devolvem-me o leme. 


Eu... continuo a amar o suficiente para vos dar essa paz... de ser eu... a timoneira do barco... a quem pedem boleia à vida...


Um dia, bastará... para eu perceber... que o meu orgulho me pede... coragem por me dar o amor... que só eu me tenho. Essa dita força que nos move... além da coragem. 


Amar é dar a alguém a paz que o Mundo tira...


Há barquinhos com buracos.... e... existem... veleiros! 


Amar é dar a alguém a paz que o mundo tira... e.. grandes veleiros... podem nunca chegar.... 



 

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