Somos o que nos resta...
Hoje, apercebi-me da quantidade de palavras que tenho escrito. Muitos anos a desabafar para folhas... que, naquele momento, querem comigo estar... e como as preencho... nem eu própria me dou conta de tanto que sinto!
Um dos meus cadernos chama-se: - Solidão minha, não de mim....
Muitos não gostam de estar sozinhos... eu, tenho necessidade disso. Partilho uma das folhas desse caderno...
"Por vezes é necessário calar, sorrir de mansinho e observar...
Ficar quietinho no escuro para não brilhar...
Por vezes nesse turbilhão de silêncios...
Encontramos a nossa esperança de voltar sonhar...
Não somos nada... sendo assim...
Mas assim somos o que nos resta...
Nós..."
Cláudia Távora in "Solidão minha não de mim"
Sabem? Aprecio a forma como consegui lidar comigo mesma. Aprendi a gostar de estar em silêncio... Sabem porquê?
Porque a toda a hora ajudo e me preocupo com os outros... e, os tento ajudar... Mas, como alguém um dia disse...
A sininho estava sempre pronta a ajudar o Peter...
E, o que fez o Peter?
Escolheu a Wendy...
Assim, me escolho todos os dias... tenho orgulho de me sentir acompanhada por mim mesma... Afinal, é o que resta... o que somos...
Boa noite...



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