A Seriedade na Vida

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Há quem fale de seriedade como se fosse dono dela.


Por todo o lado vemos pessoas que apontam o dedo, que pregam moral, que gostam de parecer sérias. honestas, verdadeiras. Mas é só casca. Por dentro, carregam veneno. Vivem de enganar, de manipular, de sugar a energia dos outros como se a vida fosse um jogo onde apenas eles precisam vencer.


Basta olhar de perto para perceber que não passa de fachada. São máscaras bem arrumadas, usadas por escroques que vivem neste mundo apenas para espalhar maldade, inveja e mentira. Gente que se alimenta das fraquezas dos outros, que sorri pela frente e apunhala por trás. Chamam-lhe estratégia, chamam-lhe esperteza, mas no fundo não passa de cobardia.


Esses falsos sérios vivem de teatro: falam bonito, levantam a voz como se fossem donos da razão, mas no dia em que precisam mostrar carácter… encolhem-se, escondem-se, ou então atacam ainda mais forte. A seriedade deles acaba onde começa o interesse próprio.


A verdadeira seriedade não precisa de se anunciar. Não precisa de gritos, de posturas ensaiadas, de frases decoradas. A seriedade vê-se no silêncio, na forma como se cumpre uma palavra dada, no respeito que se mostra pelos outros, na autenticidade de sermos quem somos, sem máscaras, sem disfarces, sem medo de mostrar fragilidades. A verdadeira seriedade não precisa de plateia nem de aprovação!!  Mostra-se na coerência entre o que se diz e o que se faz, no respeito pelos outros mesmo quando não há testemunhas.


É fácil parecer sério quando há olhos a observar. Difícil é sê-lo no silêncio, quando só a consciência nos acompanha. Aí não há truques, não há encenação: ou se é verdadeiro, ou não se é.


A vida está cheia de falsos sérios. Gente que engana, que finge, que se alimenta da ingenuidade dos outros. Mas também está cheia de pessoas raras, que não precisam provar nada!!  Apenas, porque a sua seriedade está nos gestos, no carácter, na transparência de ser o que são.


Ser sério não é ter cara fechada nem ar austero. Ser sério é ser honesto. É não andar a brincar com sentimentos, nem a manipular vidas. É olhar nos olhos e saber que não estamos a fingir.


 É ter palavra.


 É assumir erros sem desculpas baratas.


É não usar os outros como degraus para subir, mas sim dar a mão quando alguém tropeça. Ser sério é viver com verdade, mesmo que isso custe caro, mesmo que isso nos deixe sozinhos em certos caminhos. E, eu, muitas vezes decidi ir sozinha… na vida porque ninguém… nunca percebia isto! Ser-se… e sentir que se é!


Porque a seriedade não está no que mostramos por fora, está no que carregamos por dentro.


Está no carácter que não se vende, na dignidade que não se troca, na consciência tranquila quando o dia termina, depois de um dia de trabalho e dedicação aos outros. É deitar a cabeça na almofada sabendo que, mesmo com falhas, demos o melhor de nós. Isso é seriedade: não a que se finge para o mundo ver, mas a que se vive de verdade, em silêncio, com a alma limpa.


No fim, a seriedade verdadeira não se compra, não se veste e não se imita.


Ou se tem, ou não se tem.


Assim… é, e assim permanece: nobre, intocável e inteira.

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