Podes perder tudo… menos a tua alma!

***Texto editado por Pi Sousa Pires
Há demasiadas coisas que nos levam a uma… quase exaustão… a um… quase preferir perder.
Há muitas pessoas que nos levam a pensar, que nos levam a questionar se estaremos, mesmo, certos com a nossa postura… se estaremos a seguir com todas as regras… com todos os valores… e, assim… sem mais nem porquê… vemo-nos de repente numa encruzilhada, onde, se deixarmos de ser quem somos… parece que perdemos tudo!…
Por vezes, esse perder… é continuar a não querer abdicar daquilo em que acreditamos. E, nesse sentido, perder tudo… significa ganhar… continuar a ser aquilo que somos e o que sempre tivemos dentro de nós desde o dia em que nascemos.
A vida, a cada dia que passa, molda-nos… É certo. Mas, quando nascemos… nascemos já com toda a nossa alma definida. Nascemos já com a certeza de quem seremos. Independentemente da vida… nos poder vir a tratar mal… ou bem… nunca, nunca seremos capazes de pagar com a mesma moeda.
Tu… que me lês… compreende que o que é mais importante é conseguirmos alcançar sempre tudo o que, desde que sem sequer sabermos ainda o que viria a ser o Mundo… já éramos alguém a quem o Mundo tinha dado as boas-vindas. Por vezes… é necessário recuar no tempo… voltar ao tempo em que a nossa inocência perante o Mundo era aquilo que nos suportava… até ao dia em que perdemos… até ao dia em que preferimos perder tudo!
Há um dia… em que podemos chegar ao ponto de querer apagar pessoas da nossa vida… Há um dia… em que, ao apagarmos pessoas… temos de suportar a ideia de… termos apagado anos e anos….
Que seja!… Que levem tudo… menos a minha alma. Levem tudo… menos o meu sentido de vida… e a forma através da qual me fui aguentando, sobrevivendo… mantendo sempre a minha alma!… É ela que nunca, nunca me deixa desistir!… Mas apagar? Sim… Apagar…. Nunca é tarde para acreditar que a minha alma tem o seu espaço no Mundo e que… certas pessoas não valem sequer o meu esforço… Da mesma forma, há certos locais que fizeram parte da nossa história, mas nunca, nunca retiram de nós aquilo que somos.
Posso sentir-me exausta… posso ter perdido anos… posso ver sonhos derrubados… mas nunca… nunca perdi a minha alma!…
É como que o despedirmo-nos de alguém… e nunca vir a ter saudades de quem não nos merece!…
Perderia a minha alma se aceitasse fosse o que fosse de pessoas que são incapazes de valorizar a nossa essência… tal e qual como ela é!… Chama-se a isso… respeito!… Há pessoas que nunca conseguirão respeitar quem são… quanto mais respeitar os valores dos outros!…
Sei que sou um tanto ou quanto antiquada… A minha alma é antiga… é feita de valores antigos, os quais… no Mundo atual… parecem ser… um desespero para quem não faz a menor ideia do que possa ser a nobreza de se ser íntegro… genuíno… verdadeiro!…
O Mundo atual apresenta-se como sendo perfeito!… Cheio de pessoas perfeitas!… E as que o não são, de todo… mas idealizam sê-lo… e… «voilà»… pronto… já são!
Que carga de trabalhos ter de aturar gente que não sabe ter etiqueta e boas maneiras!… Que carga de trabalhos ter de aturar egos inflamados e gente que acha que o Mundo, a cada dia que passa, lhes fica a dever alguma coisa!…
E que carga de trabalhos… continuar a querer conseguirmos ser nós próprios num Mundo que constantemente nos tenta fazer parecer qualquer outra coisa… que não nós próprios!…
Perdi tudo… porque quis. Sinceramente!… É que, batalhar diariamente contra o abuso, a injúria… a lentidão de pensamento… o não saber que também existem outras pessoas no Mundo… batalhar diariamente contra umbigos isolados a tentarem pretender ser… gente importante?
Não!… A minha alma… permaneceu sempre livre. Sempre dona daquela nobreza com que sempre soube encarar os outros… e… iluminá-los… mesmo que o não merecessem.
A nossa luz nunca se apaga por acendermos os outros. Mas há limites de dignidade!… Todos os dias assistimos a alguma crueldade… a mentiras… a esquemas de toda a ordem… e a minha alma é incapaz de suportar quem não vive, de facto, para o outro!… Eu até aceitaria esse outro… se, de facto… visse que dele poderiam vir a brotar valores gratificantes… honrados… e justos. Mas não!…
Tudo parece ser um eterno eco de umbigos sedentos de tudo e mais alguma coisa, menos… de honra… de honestidade… de gratidão… de verdade!…
Assim… até nem me importa perder!… Sim… nem imaginam o quanto para mim é bom perder… desde que nunca perca a alma que me mantém justa, honrada, genuína, fiel e… eterna lutadora!…
Antes que tudo se vire outra vez para mim… preciso de novo de um recomeçar do zero… Eu não desisto!… Prefiro a palavra perder… Porque perco o que não quis… Perco o que a sociedade acreditaria ser a forma de me castigar por assumir uma atitude amigável e trabalhadora para com todos… Sim!… Prefiro perder tudo do que perder a minha alma!…
Nesta vida o mais importante é saber que a nossa alma é especial… e que, com ela, conseguimos manter sempre a nossa própria essência e, com a firme certeza… de que é ela que deixa a marca nas pessoas… e que, se por causa de meia dúzia de parvos eu tomo certas decisões… há muitas… muitas mais pessoas que me guardam no coração, porque nunca me mostrei indiferente para com elas.
Isso, para mim, tem muito mais valor… Eu… simplesmente, consigo apagar as pessoas más, egoístas e traiçoeiras… porque elas… não possuem uma alma que possa marcar o coração das pessoas para sempre!…
Querem o meu conselho? Se tiverem de perder tudo… percam tudo… menos a alma!… Valorizem o ser mais do que o ter… Porque o ter… muitas vezes leva as pessoas menos inteligentes… a perderem carácter!
Podes perder tudo… Mas nunca… nunca percas a tua alma!…


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