Que nunca vos falte eu… assim

*** Texto Editado por Pi Sousa Pires
Muitas vezes sinto que as pessoas não são boas para mim. Que tentam sempre… retirar de mim… aquilo que acham que eu lhes posso oferecer. Que me roubam a alma e… eu sei disso! Permito isso…
Pois, acho que, por muito que eu viva a vida… nunca ninguém irá perceber… toda a dedicação, os valores que me moldaram… a forma em como eu recebo esse mal que me espetam diretamente no coração… Mas eu aceito tudo o que vem de quem é menor… num Mundo que se queria bem melhor…
Aceito, paro… porque me exigem… porque me colocam todas essas pedras num muro que, à partida, me parece ser intransponível… mas… eu já estou calejada e, é claro… inicio uma nova escalada. Tantas vezes, estou quase, quase a chegar lá… e de repente… uma pequena pedra… surge… resvalo, fico sem qualquer apoio… e caio… e magoo-me… — às vezes profundamente!… — mas olho para esse acumular de pedras sem qualquer tipo de poder para ser parede… e, sei, sim… sei perfeitamente que ainda vai haver mais alguma pedra, por mais pequena que seja… que me vai voltar a fazer cair redonda… outra vez, no chão…
Felizmente… a esta casmurra… não lhe interessam as dores… os novos arranhões… as velhas «cicatrizes»… ou a pouca força para… voltar a levantar-me e a continuar a subir por mim… Esta casmurra, por muito que tenha… esvazia-se continuamente com seres muito pouco acostumados à vontade… Esses seres pretendem ser… sempre… mas mesmo sempre… o que nunca são.
E, então, eu volto a perdoar. E volto a subir… Como se se tratasse de um renascer… E… volto a dizer… pela enésima vez… a essas figurinhas: «Que nunca vos falte eu… assim»… exatamente assim… tal como sou!…
Que merda de suposições governam a vida de alguém… que não tem peneiras… que não tem vaidade… que apenas quer concretizar… e, às vezes, sabe-se lá como!…
Mas… é uma linda (pelo menos assim o dizem)… mulher inteligente… e… é vista como uma ameaça!… Ameaça… porque sabe sorrir melhor e com os dentes todos?!…
Esses merdas, de tão falsos que são… não conseguem ver a verdade… Calam-se só para não se sentirem apontados… ameaçados… e, também, por não serem capazes!…
Toda a minha vida… tive de lidar com… tanta «gente feia»!… Gente (gentinha… gentalha…) que não vale nada (nadinha… zero)!…
Para quem se sente injuriada por esses tais… seres menores… não há melhor forma para ultrapassar esse… «problema»… senão o de se… manter exatamente como se é!…
(…)
E… sim… deixei de me cuidar… como me cuidava… Deixei de abraçar a imagem como uma forma de promoção… — nos dias de hoje… sim… de facto é o que mais existe!… Miseráveis… influenciadores banais a venderem tudo!… Até a alma, se for preciso!…
Pois eu… eu, deixei de me cuidar. Sim. Não me faltam argumentos para o ter feito. Porque, quanto mais eu pareço melhor… parece que mais luz se me coloca na testa… e mais um autêntico exército de malfeitores me começa a perseguir!…
Hoje em dia… sim… até nem andarei tão cuidada… Mas, é claro, nunca deixei nem deixarei de ser o que sou… Mas… não é que o raio de tantas desesperadas… e tantos desesperados não me largam o pé?!…
Que nunca vos falte eu… assim
Para vos perdoar cada vez que me tentam colocar… onde «vocês» pertencem!…
Sabem? Ainda me dizem… muito trabalho e muitas chatices. Como se tivessem a reclamar o que semearam… Mas que merda é esta? Que raio de vida devem esses ter… precisamente por não terem vocação para serem seja o que for… Aliás… a vocação deles é serem… nada!…
Sim, por fim… concluo… O que um pretenso poder pode fazer a pessoas sem vocação!…
Que nunca vos falte eu… assim.
Assim… a continuar a subir… a resistir a cada pedra que me atiram… A fazer o que não sei… mas que aprendo e… BEM!…
Não preciso que me emprestem asas… Eu tenho as minhas… E… querem saber, muito sinceramente? Por vezes… voo com elas… com «as minhas asas»… para poder apoiar quem nunca as teve e… que as merece.
Que nunca vos falte eu… assim
Nunca vou abandonar o meu propósito de vida… só porque, no meu caminho, tive o azar de me cruzar com seres desesperados pela influência… e pelo poder… quando, na verdade… não passam de pequenas moscas chatas a tentarem chegar à merda… que outros… transformam na pedra mais preciosa que possa existir!…
Temos pena…
Que nunca vos falte eu… assim
Que, pelo poder, mas «o poder» de resistir… sou o que nunca esperaram que eu fosse… Mas sou… Sou Eu!…
Sempre!… Eu… como na noite em que nasci… numa noite de lua em fase crescente… de calor tórrido… e com formigas a quererem desde logo extrair a doçura que vim trazer ao Mundo.
Comigo… não. Não contem com menos do que aquilo que eu «exatamente» sou!… Mas nem sequer isso merecem!…
A minha verdade já está escrita… não importa agora quererem reaver todas as pedras que me atiraram… são minhas… e com o exemplo que retirei delas… eu vou seguindo o meu caminho… E, ao longo dele, a única coisa que eu queria… mesmo… é não vir a ter a infelicidade de vos voltar a encontrar… A sério!… Muito a sério!…
Que nunca vos falte eu… assim.
Assim… assim mesmo… exatamente assim… dona de mim… das minhas virtudes… dos meus defeitos, também — quem não os tem?!… E são eles… que me levantam sempre que caio nessas armadilhas… colocadas por gente ignóbil… insegura e sempre… sempre com a mania que sabem… e fazem… e são…
Pois… está bem… eu não sou nada…. Isso é o que vocês dizem!…
Mas… Que nunca vos falte eu… assim… exatamente assim… tal como sou!…


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