Cada vez mais precisamos de ser sinceros para com o Mundo

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***Texto Editado por Pi Sousa Pires


Antes de mais quero pedir desculpa aos meus leitores porque a minha vida tornou-se algo complicada. Queria eu ter mais tempo um dia para me dedicar mais a mim… e a todos vocês.


Tenho tido inúmeras oportunidades para escrever… mas não acerca daquilo que sinto… o que me deixa bastante triste. E ler as vossas mensagens com os vossos pedidos e não ter mais tempo ao longo do dia de maneira a vos dedicar esse «eu»… que vocês procuram… Peço-vos desculpa por isso.


E é precisamente por isso que hoje deixei de lado todos os que constantemente me dizem que isto ou aquilo é urgente e não mexem uma palha e muito menos se importam que essa urgência possa transtornar o meu dia-a-dia… já de si de trabalho extremo.


Pois hoje… sinto que cada vez mais que precisamos de ser sinceros para com o Mundo… com todos os que nos rodeiam… sem fachadas ou qualquer tipo de máscaras. Máscaras… apenas as de proteção individual que devemos usar para nos defendermos a nós próprios e, dessa forma, defender os outros.


Só que… essa dedicação a nós e aos outros por vezes vem recheada de extrema crueldade… e isso não consigo aceitar. Todos acham que têm uma palavra a dizer… e todos se acham no direito de gratuitamente criticar ou condenar aqueles que têm algo válido para dizer e que indubitavelmente se destina «apenas» ao bem-comum.


Há gente demasiado agarrada a um ego tão e tão pobre de esperança numa concretização plena de amor pelo outro!… Sim… sem dúvida que devemos gostar de nós próprios… mas não ao ponto de acharmos que, só por isso, temos direito a uma estátua em qualquer rua de uma qualquer pacata vila…


O que cada vez mais e mais precisamos é de ser sinceros para com o Mundo… Mas… poderemos nós… mudar o Mundo? Ou o que mais necessitamos é de acreditar que também fazemos parte integrante dele e que não somos ele!…


Há gente que não admite o erro. Há gente que gosta de espetáculo… e do rigor de aparentes bonitas palavras a maximizar a sua pobre concretização… em vez de admitir que errou… e que pode ter tomado decisões erradas — há pessoas para quem é tão difícil admitir os seus próprios erros!…


Há pessoas que apenas defendem o seu ego e que nem ponderam nada… Assumem cegamente que têm razão e… mais nada!…


Ora, só isso já me faz ser capaz de parar o meu dia-a-dia, já de si tão complicado, e escrever o que sinto.


Somos todos pequenos. Ninguém é mais que ninguém… mas há sempre alguém que se dedica ao outro de uma forma diferente, de uma forma mais justa e é capaz de ter uma maior compreensão.


Já me havia esquecido de alguns… guerreiros do diabo… que mesmo sabendo que erram… se defendem a si próprios com unhas e dentes. É como se existisse uma espécie de pacto. É o que acontece quando nem sequer se consegue discernir a verdade… e o que importa é atacar aqueles que têm verdadeira vontade de «ainda» acreditar que «ainda» é possível um Mundo melhor.


Sinto-me imensamente triste com o que o ser humano consegue fazer a si próprio!… Como é que ainda há pessoas que não conseguem ver… e insistem em não querer ver?!…


Eu, sim… de facto, sou a eterna sincera de quem eu gosto… e não gosto.


A minha verdade tem de ser dita a todos. Quer gostem ou não gostem… não sou de ficar só na esperança que possam ver o que eu consigo ver… e eles… de tão cegos com tudo… tornam-se incapazes de ver e até de sentir.


Quero a verdade. Quero a esperança de um trabalho bem feito. Quero conseguir adormecer de consciência tranquila e descansar nas minhas poucas horas de sono… e de… sonho!…


Cada vez mais sinto que preciso de ser sincera com o Mundo. Com todos os que me rodeiam… porque não posso deixar de ver e sentir.


Quero sentir os outros. E esta é uma dor que me persegue por ter esse desejo e essa forma empática de estar na vida.


É-me de todo impossível continuar a ver os outros a enganarem meio Mundo… e deixar-me ficar calada.


Não consigo. Recuso-me!… Serei eternamente sincera com os outros… bem ou mal…


E é dessa forma que lá vou transmitindo quem sou… no coração de cada um.


Seja ele bom… ou mau…


De mim… este Mundo que me rodeia poderá estar certo que sempre, sempre, sempre constatará a minha sinceridade e esta minha forma de estar na vida.


Por isso nem sempre gostam de mim… e eu pouco incomodada!…


O que proponho é que todos sejam verdadeiros e fiéis ao que o Mundo precisa de cada um de nós… e, a outros, peço que não se apeguem aos vossos egos sempre inflamados pelo poder…


E podem todos os que estão comigo ficar seguros que continuarei a minha viagem assim… desta forma… fiel… verdadeira com todos os valores que me transmitiram… e defendo.


 


 


 


 

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