O que a vida decide… O que decidimos nós? Somos fortes ou fracos?

***Texto Editado por Pi Sousa Pires
Quando publiquei no meu Facebook a abordagem a um novo tema utilizei a frase… «Repeat after me… I dont’t want what doesn’t want me.»
Logo a seguir… algumas almas sedentas de me verem com alguém… enviaram-me mensagens do tipo «Faz bem! Há quem não mereça.», ou «Mais vale só que mal acompanhada.», ou «Um dia encontrará a sua alma gémea!»… entre outras. Mas eu não usei a palavra «Who»… mas sim a palavra «WHAT»!
Algumas pessoas têm tendência para concluírem facilmente, muitas vezes tirando conclusões sem fundamento ou sem sequer pensarem… É que, se me conhecessem bem… chegariam a muito mais do que a esse concluir ingénuo. E, sobretudo, poderiam pensar muito mais naquilo que realmente sou e menos nas novelas que têm tendência para criarem… — e como já delas me fartei de falar neste blog!
Algumas pessoas deixam de ver… deixam de reparar no verdadeiro sentido das palavras! Tudo para elas não passa de um sonho que pretendem viver… e só através da vida dos outros se sentem interessadas… motivadas… mas… com uma mente tão pequena que nunca chegarão a alcançar o que devia ser óbvio… — a verdade.
Nem tudo no Mundo se resume a uma simples história de amor… Nem tudo na vida se resume a uma mera novela inventada para a nossa vida…
Aquilo que pode vir a decidir a vida… coloca-nos muitas vezes num ponto indefinido. A vida dá-nos sempre um «bónus»… algo de que precisamos… ou algo… que não esperamos… ou então algo que nos faz sentir o ratinho mais pequeno num Mundo enorme… ou algo que nos pode transformar… Ou, também, algo que tememos… ou, por vezes, algo… que um dia até nos fará sentir felizes!…
E o que é que nós decidimos? Primeiro… nunca agradecemos esse tal «bónus»… que até pode vir a ser bom ou mau… porque nunca estamos felizes… nunca estamos satisfeitos… — queremos sempre mais. Segundo… quase sempre acabamos por decidir pelo pior… e acontece-nos sempre uma qualquer desgraça… e somos sempre as vítimas!… Terceiro… convencemo-nos que somos mais do que um ratinho e que merecemos sempre mais!!!
Que parvos somos!… Eu prefiro… eu adoro sentir que sou esse ratinho nesse Mundo enorme!!! E tudo à minha volta se enche de vida!… Eu, se não vejo isso,… sou a maior parva do Mundo! Sem esse sentimento de se ser pequeno… de pedir licença para viver… de notar as «pequeninas coisas»… de ver… e sobretudo de sentir toda a harmonia que me envolve… eu… de facto não poderia estar, não poderia andar aqui neste Mundo! Sou pequena… Não controlo a vida… Tomo decisões… sim, mas quem é que consegue pensar sem sentir o seu umbigo maior que o Mundo? Nesses momentos… teimamos em querer apenas salvar o que temos. E não o que somos… pequenos.
Quarto… é suposto que a vida nos vá moldando… e sobretudo fornecendo a capacidade de ver a verdade. É suposto aprendermos… e nessa transformação irmos acreditando. Mas… em quê? Em nós… em nós, mas como parte da vida. Não em nós sendo vida. Quinto… temos sempre receio de tudo! Amedronta-nos termos de vir a passar pelo que outros já passaram… vivemos receosos… E sabem porquê? Porque somos… porque não passamos de uns humanoides egoístas e incompetentes!… E temos medo de viver… ou de enfrentar o que a vida decidiu para nós. E passamos a fazer campanhas para tudo e para nada!… E quantas e quantas vezes nem sequer pensamos nos outros que estão a passar pelo medo? Até podemos ajudar, mas… em quê? Mostramos pena… e vamos logo rezar para que não nos aconteça o mesmo… Que inúteis!… Sexto… e felizmente chegou o dia em que nos sentimos felizes! Mas, esse momento é tão efémero que até nos esquecemos que a vida nos deu muitos e muitos momentos felizes!… Mas, logo que o sentimos… lá estamos nós a querer sempre mais e mais!…
A caminhada pode ser imperfeita e repleta de tantas e tantas coisas! Boa ou má… é será sempre uma caminhada de vida e que só quando se aproxima do fim… é que nos faz lembrar que a vida é boa.
Desde há muito que a minha abordagem acerca da vida… me leva a descartar todas as coisas que não são para mim. E não perco o mais ínfimo tempo com ninharias que pudessem tirar-me a paz que habita no meu coração.
Somos tão exigentes com o que queremos… que por vezes nos esquecemos do que temos. Eu… eu tenho uma vida que… sim, sim poderia ser bem melhor!… Mas não perco tempo a sofrer com isso… porque… afinal… respeito integralmente aquilo que a vida me dá… e na altura… no preciso momento em que ela me deu.
Também é verdade que nunca fui uma pessoa de sorte… Também é verdade que ando sempre à espera da próxima dose de maldade… Também é verdade que há sempre algo que me deixa triste, preocupada… mas… Também é verdade que o meu tempo, quando o tenho para mim,… o ocupo a cuidar dos meus filhos… o aproveito para cuidar das minhas palavras… e… para observar a natureza e me deslumbrar com toda a sua magia…
O que a vida decide para mim… aceito!… Muito sinceramente, estou muito à vontade para dizer que já vivi muito… que firmemente sinto que fiz o que deveria fazer… e tenho a certeza de que não deixo ninguém que passou na minha vida — pelo menos os que chegaram a mim sem máscaras — que não me chegasse a conhecer de facto o que ou como realmente sou!…
Quantas vezes planeamos coisas e nada corre como queríamos… ou, pelo menos no meu caso… sinto que o que correu menos bem… foi porque… eu não queria. Muitas vezes temos de conviver e estar com quem nos desilude… nos magoa… ou com quem acabamos quase sempre por pensar que… temos de lhes perdoar e seguir em frente!… Só que essas decisões… deveriam ter-se tornado mais evidentes muito mais cedo!…
O conselho que dou aos meus filhos é: alguém te fez mal… ou te tratou com indiferença?… Afasta-te!… Porque qualquer pessoa pode facilmente tornar todos os sonhos impensáveis!… E vamos nós chorar porque não alcançámos algo!… — e quantas vezes foi porque há pessoas capazes de destruírem sonhos!…
O que a vida me deu… sempre aceitei, até porque, afinal de contas… foram decisões minhas! E porque ninguém tentou destruir a minha ideia ou pretendeu traçar outro caminho diferente para mim… Era aquele!…
Mas… afinal… somos fortes ou fracos?
Há demasiada força naqueles que aceitam as condições dos outros. Só porque e apenas porque… experienciam viver com outras formas de pensar e de cuidar… Aceitam e desafiam-se num total desconhecido!…
São fracos todos aqueles que optam por aquilo que lhes é mais fácil… e não terem de se chatear!… Que espetáculo!… E que fácil é esse caminho!…
Não sei se sou forte ou fraca. Sei que procuro antecipar-me à vida… sei que me empenho em equacionar, mas também em condicionar, todas as maldades… e seguir… seguir em frente!… Sei que… quantas vezes… tenho de enfrentar o que desconheço… Mas, sobretudo, sei que me dou a 100% na amizade… porque respeito a forma de ser dos outros… mas… calma… sim, muita calminha!… Não sou parva… Sou eu que decido… de quem eu quero a mão que me levante quando eu caio!… E se por acaso me desiludo… tomo o banho de lama… e aceito a evidência de quem me atirou ao chão:
— Fiquei suja… mas sei perfeitamente de quem eram as mãos que me empurraram!…
E é então que regresso a mim… facilmente…
Quando o pior acontece… pelo menos sei que fiz a minha parte… Mas também sei que não empurrei ninguém para a lama… e que, se me deixei cair… foi para os puxar!…
Hoje… não tenho medo de deixar o Mundo. Porque o Mundo não é o que eu pensei em criança. As pessoas são egoístas, mesquinhas… não cuidam dos outros. Não cuidam do que os rodeia… Não sabem ser… não sabem estar… Não são educadas, não são prestáveis… desconhecem por completo valores tais como a honra, a dignidade…
Há tanta gente que quer ser estrela… quer saber e quer que as outras pessoas saibam que têm uma casa com piscina… e sobem, sobem… degraus… que eles sabem que são falsos… e não se importando de deixar para trás… os alicerces que a vida lhes ofereceu.
A vaidade é tanta… que eu… por vezes… até me intimido… e me envergonho mais deles do que de mim… porque sei que o tempo também passa… e tão depressa!… E se, ao passar por mim, me enche de dores e de rugas… também me enche de orgulho por ter vivido… e sabido encarar tudo o que me foi sendo manifestamente posto à prova.
A verdade, meus amigos… é que me sinto cansada de ser «eu» neste Mundo tão longe do que sou. A sociedade quase nos obriga a seguir cegamente regras claramente desleais para com o que sou… com o que somos…
O que a vida decide?… E o que é que eu decido?… Uma coisa eu sei: é que irei enfrentá-la como sempre… Porque sou muito forte para tentar… e muito fraca para ceder.
Uma última palavra para o Brasil!!! Obrigada por lerem e relerem os meus artigos um a um…
É fabuloso o vosso apoio!…
Adiei a publicação deste artigo para ver se o blog poderia continuar a ter visualizações… Muito obrigada!…
Sejam dignos das vossas escolhas… Não se prendam nos sonhos dos outros… Sejam livres e decididos a seguirem o vosso coração… pois só ele sabe a vossa verdade!…
Se eu não posso nem quero ter uma casa com piscina ou um carro topo de gama… sei que posso ter e tenho quem me espera em casa… num sofá velho… mas que em qualquer momento… me abraça e me faz sentir que ali… é o momento certo da vida.
E sei que não alimento sonhos mesquinhos e que apenas me interessa enfrentar o amor que nos prende à vida!…
Até um dia… continuem a enviar-me as vossas sugestões de temas…


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