As consequências das tuas indecisões

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As consequências das tuas indecisões


*** Texto Editado por Pi Sousa Pires


Sempre fui uma mulher decidida! Tomo as minhas decisões a toda a hora… e sinto-me sempre… sempre segura de que as tomo para ver todos felizes.
Um dia – já escrevi sobre isso – um dia… alguém me disse… «tomas as tuas decisões, mas acabas por sofrer as consequências.»
As consequências que me assolaram… e que me deixaram sem chão… ficaram a dever-se, praticamente todas elas, a indecisões. Indecisões que me marcaram imensamente… e que me levaram a concluir que, na vida,… já não só os erros, mas também certas indecisões, nos trazem consequências... nos fustigam… nos deixam maltratados.
É certo que penso mais nos outros do que em mim própria… e, como mãe… senti na pele muitas indecisões… e todas elas resultaram nas piores consequências que a vida me poderia ter dado.
Confesso que… duas indecisões na minha vida… acarretaram consequências que me obrigaram a tomar decisões... drásticas.
Penso sempre em fazer bem aos outros… seja a um amor… seja a uma pessoa amiga… ou seja lá a quem for… O que eu quero é ver os outros felizes e bem. Toda a vida fui assim!
É que a dor de alguém dói-me como que se me estivessem a espetar um punhal. Só a simples incapacidade de não conseguir ter o poder suficiente para auxiliar alguém que necessita de ajuda… me causa uma dor imensa.
Também eu tenho os meus problemas… E quem não os tem?!... Mas eu sei que me retiro… me afasto… para procurar dentro de mim a força que sei que está cá sempre… e lá vou indo! Vou indo até ao meu limite…
E o limite aconteceu!… As minhas indecisões do passado… criaram em mim como que uma impotência quanto ao que realmente sou. E isso… por si só… já é perder-me de mim. É ter de me procurar em todo o lado… é sentir-me desarmada se alguém precisa de ajuda… e já não ter forças para mais.
Sabem? É que eu protegi o que, afinal, não devia proteger… esforcei-me… fiz tudo para recuperar e lutar… Fico com o meu coração cheio de orgulho em mim… por ter conseguido chegar até aqui.
Mas… sinto que cheguei ao limite!... As consequências das tais indecisões tornaram-se para mim insustentáveis e incapazes de fazer regressar aquela Cláudia que um dia existiu.
Meu Mestre Kiá… antes de partir, um dia disse-me: «Está na hora de libertares aquilo que já não te faz seres tu.»… Naquele dia… eu estava forte… e não percebi a sua mensagem… Mas, agora, embora tarde,… não falha! Ele tinha razão… Tudo o que me afaste de mim própria… devo libertar!
Sou uma mulher decidida… aventureira… sem medo! As consequências das minhas indecisões… tornaram-me… cautelosa… mas, ao mesmo tempo, algo inconsciente. Não tinha a noção de que poderia estar a deitar ao lixo a minha vida! De facto, fui cautelosa… agi sensatamente… mas, para mim! Porque os outros nunca deram o devido valor a isso! Porque os outros… sempre quiseram viver em paz… aquela paz que nunca me deram!
E agora, minha querida Cláudia, as consequências das tuas indecisões… estão à vista. Não queiras agarrar o MUNDO… que o Mundo não te agarra! Ele não te dá valor nenhum… e muito menos estará lá por ti… zelando pelas tuas decisões… Bem pelo contrário… ele vai é querer atirar-te às Bestas! Vai querer controlar toda a tua energia… como um diabo disfarçado com pele de cordeiro…
Já não quero mais nada na vida… A única coisa que quero é justiça face a tudo aquilo que suportei… E quero-me de volta. E quero as decisões que estavam atrasadas... Porque sei que as consequências dessas minhas decisões… serão a minha felicidade futura.
Quero imensamente regressar a mim… para poder livremente molhar os pés… passear-me debaixo de chuva intensa… e sorrir… sorrir… sorrir… por ter conquistado esse direito… o direito de… voltar a ver a Cláudia…
As consequências das vossas indecisões… poderão vir a ser graves. Nunca atinjam o vosso limite… Porque, além da pessoa que eram… e outrora conheceram… se mostrar fraca… terão depois um longo e bem penoso caminho para desbravar e reconquistar…
Mas ainda me restará alguma força para refazer tudo e… conseguir recuperar?
Se for para voltar a ver a «Cláudia»… nem que sejam por uns breves minutos… nesse silêncio de pedrinhas e ondas… a força aparecerá… porque… em tudo na vida… só existe um obstáculo para conseguirmos seguir em frente…: nós mesmos.
E se nós… atingirmos o limite… isso pode querer dizer que todas as indecisões… se tornam em decisões… e depois? As consequências disso?
Quero muito… quero tanto, tanto, voltar a ver a «Cláudia»!
E adormecer calmamente… com a esperança de acordar e vir a conseguir refazer tudo aquilo que entretanto foi desfeito pelo tempo e… pelas minhas indecisões.
Ouçam-me!: sejam para a vida o que ela vos pede. Jamais se deixem enclausurar numa gaiola… ou enredar numa teia de gente má.
Regressem… às decisões.
Eu… decidi: já não volto atrás!
Vou voltar a ser a «CLÁUDIA»!


 


 

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