Política?... ou politiquices?...

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Quero dizer-vos, muito claramente, que nos últimos dias me senti… desinspirada, descontente e… frágil.


Senti-me o que sinto muitas e muitas vezes:… diferente. Não consigo encontrar a palavra mais certa para o dizer… Gosto de meter mãos à obra e fazer o que deve e merece ser feito… daí o estar a sentir-me fragilizada. Porque não encontro qualquer forma de me poder dedicar aos valores que defendo… sinto-me… de alguma forma… quase uma inútil face ao mundo que hoje se nos apresenta como… ideal… mas que eu… não sossego…


Um dia… serão os meus filhos a ficar por cá… e isso dói-me… por não lhes ter conseguido dar… por não lhes ter proporcionado um bom País.


De facto… isto da política… tem muito que se lhe diga…! As politiquices que nos envolvem transformam-nos em seres desinspirados e descontentes. Logo… frágeis e capazes de acabar por vir a abandonar aquilo em que acreditamos…


É triste… pois é?


Todos nós temos de ouvir alguém… e acabar por ter de apontar o dedo a quem… umas vezes faz pelos outros, outras vezes… faz por si próprio! Esse ego mesquinho de pretender vencer… de querer ter poder… acaba, invariavelmente, por transformar as pessoas.  


Há quem empunhe e agite uma bandeira sem sequer saber exatamente naquilo que vai votar… porque apenas é… um dito lugar, uma suposta esperança… um discurso camuflado… uma verdadeira vontade de se querer mudar… de ter sucesso… de concretizar uma alegria comum… Credo! Onde estamos? Aonde chegámos? Uma dúzia e meia de rostos… acomodam-se com o intuito de ter e ser voz ativa... e as modas… e os modos… e as lutas… se repararmos bem… são quase todos válidos… só não consigo é encontrar aquela… união que um País como Portugal mereceria…


Mas será que o problema é a Política? Não!... O problema são as politiquices… é esse vestir… é esse apresentar-se de uma cor sem sequer saber por que se a veste! Como cidadãos deveríamos conhecer todas as leis… respeitar a legislação e estarmos atualizados… sabermos o que entretanto mudou… pois, há muito gente a debater as leis… há a toda a hora notícias sobre essas leis… e, nós,… o povo, os cidadãos… quando somos confrontados com elas… o que é que invariavelmente dizemos? Que este País vai de mal a pior. Que cada vez há mais papéis, há mais burocracia… Ah! Mas, então não sabiam que agora passou a ser assim?...


E quando é que o cidadão-comum é ouvido? Durante as politiquices no café? E então ouve-se de tudo!... E há até quem diga que apoia aquilo que sabe muito bem que não é justo…


E porquê… ou para quê… tantos e tantos partidos num País… num espaço tão pequeno como é o nosso?


Politiquices de uma sociedade onde chamar a atenção seja lá do que for merece um destaque imediato nas redes sociais… somos capazes de partilhar um sem número de brincadeiras, histórias de que este é que é bom… o outro… coitadinho… há ainda quem queira bater em velhinhos… outros… cada palavra, uma brincadeira… uma palhaçada…


Surgem movimentos… surgem partidos caídos do nada ou sabe-se lá de onde… e que nem sequer sabem por que estão a defender uma Bandeira… um País… o seu país!...


Quase um caos. Demasiada politiquice… muita mesquinhice e… tanto umbigo pronto para dar… não um filho a esta terra… mas, preparado para levar… ao desconforto, à desunião, à rivalidade… por quem brinca, por quem goza com um país… como Portugal.


Sinto-me desencantada. Estou… para aqui a pensar… que num país como Portugal… de tantos conquistadores… de tantas vitórias e tanto orgulho… onde estão… onde foram parar as pessoas?


As pessoas que se descartam pelas derrotas da dita liberdade…


Para além das pessoas que… não votaram… – embora seja um direito que lhes assiste! – … há ainda aquelas que deram o seu voto a um sem número de novos… movimentos… partidos… que acaba por ainda mais desunirem todos… e nos deixam… para lá da nossa vontade de querer fazer acontecer… a vida, a história de um País! Pior ainda… são ridicularizados e minimizados… e, agora? Quem é quem?... E quem nos defende?...


Que loucura! A política… deve ser responsável, dedicada… deve ser o descanso e o suporte de quem verdadeiramente vive as dificuldades…


Porra para as politiquices… e deste que é melhor que o outro… por… puras mesquinhices! Tenho um filho… tenho um neto… um primo… Porra! Não estou a falar só de um… são TODOS!


Estou desinspirada, estou descontente e… sinto-me frágil.


Não, não vou criar mais nenhum movimento nem mais um novo partido!


A minha maior vontade… é a de vir a readquirir confiança na política. E voltar a ver gente como Francisco Sá Carneiro…


«A política sem risco é uma chatice, mas sem ética é uma vergonha…»


Mas ética, trabalho e honra… não são valores para qualquer um…


Acredito na Política. É ela que nos deve ouvir, orientar e defender…


Não estou é disponível, nem abraço nenhum género de politiquice… quanto menos… a abstenção de quem tanto luta… por uma liberdade… e que dá ideia de que ainda ninguém percebeu qual é!


Eu, sinceramente, pelo que tenho lido… esta «gente» o que precisa… não é de liberdade de expressão… é de trabalho digno, ético e de… ser inspirada, de se sentir feliz… e, sobretudo… de saber… que, para além da voz… e de precisarem de ser escutados (não ouvidos!)... devem, sobretudo, sentirem-se seguros e fortes.


Como o meu Portugal e o meu lar se devem sentir. Assim… sim, acredito na Política.


Os outros que vão «pastar» e que levem consigo as politiquices, as mesquinhices, as pulhices… e outras coisas terminadas em «ices», como, por exemplo… as aldrabices!


Se querem ser… Sejam!


Acordem!


***Texto Editado por Pi Sousa Pires a quem agradeço o tempo e a dedicação!  


 

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